O início de ano tem sido preocupante para os moradores do bairro Margem Esquerda. O aumento dos casos de furto e roubo em residências acendeu uma luz de alerta para a comunidade, que ao mesmo tempo em que busca se proteger por conta própria, com correntes, alarmes e atenção redobrada, também cobra das autoridades mais atenção para conter as ocorrências criminais no bairro.
Como mostra a reportagem desta edição do Cruzeiro do Vale, moradores da localidade, após sofrerem na pele o furto de objetos adquiridos com muito suor e esforço, tiveram que priorizar investimentos na segurança e proteção do seu próprio patrimônio. Tudo isso, porém, não é o suficiente para garantir tranquilidade aos moradores, que esperam ansiosos por uma presença mais ostensiva de policiais, com ações que possam inibir a movimentação de criminosos no bairro.
Chama a atenção nesse caso, também, a participação da comunidade na busca por alternativas capazes de reduzir os índices de ocorrências no bairro. Entidades e moradores já inclusive se reuniram com os agentes da segurança pública para traçar estratégias e expor suas prioridades. Ações como rondas e blitze chegaram a ser definidas como as principais ações imediatas, o que segundo os moradores têm ajudado a ao menos controlar a onda de furtos.
É bem verdade que as limitações no quadro de efetivo da Polícia Militar inviabilizam uma megaoperação capaz de devolver aos moradores da localidade os índices de segurança pública de anos atrás. Nesta situação, a PM também acaba sendo vítima do processo em função, sobretudo, da dificuldade do Estado de manter as corporações no número necessário.
No entanto, cabe à população e à sociedade civil organizada batalhar para atrair mais policiais e investimentos na área da segurança pública, o que certamente seria a principal estratégia capaz de conter a ousadia de quem está na vida do crime, amenizando a preocupação dos moradores do bairro.
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