A polêmica em torno da comercialização de jazigos nos cemitérios municipais de Gaspar mais parece um saco sem fundo. A cada dia, surgem novas denúncias que comprovam a venda de espaços para famílias e até reservas de espaços, como no caso da reportagem da página 7 desta edição do Cruzeiro do Vale. Há 22 anos, uma família comprou dois jazigos, pagou pelos espaços e agora descobriu que outras duas pessoas foram enterradas no local.
A venda de espaços nos cemitérios municipais não é permitida, pois o terreno pertence à Prefeitura e qualquer comercialização de espaços públicos precisa passar por aprovação da Câmara de Vereadores. A atual Administração descobriu o fato, denunciou e agora tenta elaborar um Projeto de Lei que permita a venda destes espaços, porém, até que a lei seja aprovada, a comercialização é ilegal e todas as vendas realizadas até o momento estão sem validade.
O caso ainda vai gerar muita confusão na cidade, pois são muitas as famílias que pagaram para enterrar seus entes queridos e ainda aproveitaram para ?reservar? mais espaços, pensando nos demais familiares. Enquanto a lei proposta pela Administração não é criada é preciso encontrar uma solução, com urgência, para o caso. Pois a cada nova morte na cidade, são estes espaços já ?adquiridos? que serão utilizados para enterrar qualquer pessoa. É preciso coerência para administrar a frágil situação, pois quem pagou pelo espaço não merece ser punido, pois foi vítima da ação danosa de pessoas interesseiras. Estas sim, merecem as devidas punições legais.
Edição 1398
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