Sandro Galarça - Jornal Cruzeiro do Vale

Sandro Galarça

08/07/2008 00:00

Todos estamos curiosos para as próximas eleições municipais. Em todo o país, partidos e candidatos vão sacudir as zonas eleitorais em busca de votos e apoio para suas candidaturas. Vão tentar provar que têm o melhor projeto para governar a cidade ou para legislar em favor dela.

O problema é que os cidadãos estão cada vez mais bem informados e, por isso mesmo, estão mais atentos, não se enganam com qualquer falácia superficial ou eleitoreira. A Justiça, por sua vez, vai marcar em cima os comícios, a distribuição de cestas básicas e as propagandas irregulares. Vão coibir o abuso do poder econômico e a compra de votos como nunca se fez nesse país. Vitória para a democracia.

Com isso, todos saem ganhando. Os políticos mal intencionados podem até torcer o bico, mas a verdade é que o povo fica mais aliviado com todas as essas mudanças na Lei Eleitoral. Ainda resta uma esperança para o país que um dia foi governado pelos coronéis e que sempre lutou contra as maracutaias em época de campanha.

Não que isso tenha terminado de todo, porque a criatividade dos políticos é muito grande e, em se tratando de jeitinho brasileiro, conseguimos sair de situações embaraçosas com muito jogo de cintura.

Há de se considerar, ainda, a boa estrutura de alguns partidos tradicionais e o poder de persuasão de suas militâncias. Mesmo com a restrição das propagandas, numa "campanha mais limpa", como quer o TRE, há brecha para ações políticas efetivas na comunidade, dentro da lei, e que podem gerar o efeito esperado na hora da decisão.

Outro aspecto que merece uma análise mais aprofundada nas eleições que se seguem é se a tendência de rejeição de alguns candidatos que ficaram marcados por erros políticos e administrativos no passado serão levados em consideração. O eleitor costumava ter a memória fraca, elegeu várias vezes candidatos que votaram contra os interesses da população.

Pesquisa realizada entre eleitores brasileiros mostra que poucos deles lembram em quem votaram para os cargos de deputado e senador. Isso mostra que dá pra prometer e depois fugir, que o eleitor sequer vai saber em quem votou para cobrar alguma coisa.

Como vemos, muitas são as variáveis das próximas eleições. Um prefeito que tenta a reeleição, outro que tenta voltar ao poder depois de quatro anos; um vice que se desliga para concorrer contra o atual governante; uma ex-secretária que foi a vereadora mais votada e que busca a vitória em uma nova coligação; e, por fim, um candidato que concorre por um pequeno partido, mas que aparece com uma vontade muito grande de vencer o pleito. Palpites à parte, o que deve pesar na hora da decisão do eleitor é o benefício que cada um desses nomes tem proporcionado à sociedade.

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