As profissões mais curiosas do mundo - Jornal Cruzeiro do Vale

As profissões mais curiosas do mundo

15/07/2016

Médico, engenheiro, advogado, professor, jornalista. Grande parte dos ofícios dispensam apresentações – é fácil visualizar o dia a dia, entender as principais tarefas e saber onde estão esses profissionais. Mas existe uma realidade paralela de outras profissões que exigem um pouco mais de criatividade para compreendê-las – e isso prova que o mundo é grande, cheio de possibilidades curiosas e, muitas vezes, bastante oportunas.

 

Dormidor de conchinha profissional

Dormir junto é gostoso, relaxa, libera ocitocina (hormônio que faz você se sentir bem). Mas se você não está em um relacionamento ou em alguma aventura casual, vai continuar dormindo sozinho – ou não. O serviço de dormidor profissional de conchinha foi criado para aqueles momentos em que bate a carência, aquela vontade de ficar juntinho. Se você estiver nos Estados Unidos, pode escolher um “abraçador profissional” no site Cuddlist e dormir de conchinha pela bagatela de R$268 por hora.

Degustador de ração canina

Provar comida de cachorro é coisa séria – e o salário também é, podendo ultrapassar os R$10 mil por mês. Nos Estados Unidos, 53% deles têm doutorado. Apesar do paladar dos bichos ser distinto do nosso, os profissionais trabalham para que os ingredientes estejam devidamente equilibrados, que a comida seja saudável e que atraia o gosto dos cães. Até porque, se todos os cães merecem um céu, também merecem uma tigela de comida boa. 

Espantador de pombos

Sabe quando você está na piscina e os pássaros passam dando aquele rasante? Se você se hospedar em algum grande hotel na Índia, provavelmente isso não aconteça. Por lá, existem profissionais especializados em afugentar pombos. Mas, ao contrário dos degustadores de ração, o salário não é tão generoso: cerca de R$185 mensais.

Testador de caixão

Até para escolher a última morada é preciso ter ciência. Testar o conforto dos caixões parece uma tarefa simples, mas exige uma qualidade rara: não temer a morte.

Carpideira

Não, não chores mais. Mentira. Chore, chore muito, chore mais. Poucas cenas são tão desoladoras quanto um velório vazio, com pouco chororô. Para evitar esse último vazio existencial, a família do defunto pode contratar uma carpideira para se juntar às lágrimas pelo falecido. Existem registros de carpideiras aos prantos diante de desconhecidos desde os tempos de Cristo, mas foi com os portugueses que elas chegaram ao Brasil. Hoje, não é tão fácil contratar os serviços dessas profissionais da lamúria. No woman, no cry.

Suplente sexual

Imagine que você tem um trauma, algum problema de disfunção ou bloqueio sexual e precise resolvê-lo de maneira um pouco mais empírica, na prática mesmo. Se esse for o seu caso, você pode recorrer à terapia com um suplente sexual. Veja bem, o objetivo não é necessariamente transar – é fazer um treinamento para melhorar a vida sexual. O trabalho desse tipo de profissional é ensinar o paciente a explorar sua sexualidade, ter mais consciência sobre o próprio corpo e ampliar suas potencialidades diante dos estímulos. No filme “As sessões” (2012), o escritor Mark O’Brien, vivido por John Hawkes, passou boa parte da vida em um “pulmão de aço” por ter contraído poliomielite na infância e, aos 38 anos, decide perder a virgindade. Para isso, contrata a terapeuta Gohen Greene, interpretada por Helen Hunt. A narrativa é baseada em fatos reais - Gohen é Cheryl T. Cohen Greene, que já levou 900 homens ao orgasmo. Sem mais spoilers.

Dentista de cavalos

"Que cavalo dado não se olha os dentes é uma verdade absoluta da sabedoria popular brasileira, isso não se discute. Mas se o cavalo for seu, é bom dar um confere na dentição dos equinos. É muito comum que os bichos sintam dores na boca, porque os dentes “crescem”.  Cavalos com dentes em dia têm mais desempenho no trabalho, menos risco de problemas digestivos e, proporcionalmente, mais tempo de vida. Mas uma coisa é certa, tem que ter coragem e pouco apego aos dedos para examinar o bicho – percebe, Ivair, a boca do cavalo.

 
 
Fonte: Revista Superinteressante

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