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Como drones podem servir no transporte de órgãos para doação - Jornal Cruzeiro do Vale

Como drones podem servir no transporte de órgãos para doação

23/11/2018
Como drones podem servir no transporte de órgãos para doação

O ritual se repete sempre que é constatada a morte encefálica (perda irreversível das funções cerebrais) de um paciente: funcionários de uma das dezenas de OPOs (Organizações de Procura de Órgãos) que existem no Brasil entram em contato com a família do falecido para solicitar a doação de seus órgãos.

A tarefa dessas equipes é, basicamente, explicar a importância da doação aos familiares e o quanto a decisão, aparentemente simples, pode salvar vidas. Estima-se que, hoje, existam mais de 32 mil pessoas à espera de um órgão novo.

No Brasil, é dessa maneira que se obtêm a grande maioria dos órgãos transplantados. Doações entre vivos, como quando alguém cede um rim ou um pedaço do fígado para um parente, são mais raros – somaram apenas 843 casos entre janeiro e setembro de 2018. O restante dos 6.419 transplantes do período, por sua vez, vem de doadores falecidos. Os dados são da versão mais recente do relatório elaborado pelo RBT (Registro Brasileiro de Transplantes).

Para que esses números sejam possíveis, as equipes de saúde realizam uma verdadeira corrida contra o tempo. Isso porque, uma vez retirado do corpo, cada órgão tem prazo de validade. É o que a medicina chama de “tempo de isquemia”, intervalo máximo que a peça vive fora do corpo.

No caso do rim, órgão mais transplantado, são até 48 horas. Fígado e pâncreas, por sua vez, não duram mais que um dia. Coração e pulmão são ainda mais sensíveis, podendo ficar de 4 a 6 horas fora do corpo.

 

Fonte: Revista Superinteressan

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