Gaspar e Ilhota registram grande aumento no número de homicídios - Jornal Cruzeiro do Vale

Gaspar e Ilhota registram grande aumento no número de homicídios

13/12/2019

O número de pessoas que perderam a vida pela vontade de uma outra pessoa duplicou na Comarca de Gaspar. Isso é o que aponta o levantamento da 2ª Promotoria de Justiça, que contabilizou, apenas este ano, 16 homicídios.

De acordo com a promotora Andreza Borinelli, Gaspar registrou 10 assassinatos: quatro no bairro Margem Esquerda (sendo três na BR-470), dois no Santa Terezinha, um no Belchior Alto, um no Belchior Central, um no Belchior Baixo e um no Gaspar Grande. Os outros seis aconteceram em Ilhota: três no bairro Vila Nova, um no Braço do Baú, um no Centro e um na região Barra de Luiz Alves.

Em 2018, Gaspar registrou sete homicídios, enquanto a cidade vizinha apenas um.

Todos os crimes estão sendo investigados e o julgamento varia, por conta da complexidade das perícias e processos, assim como na quantidade de recursos.

Maior repercussão em 2019: Caso Jaguar

Este ano, o homicídio com maior repercussão é tido como o ‘caso Jaguar’, onde duas jovens morreram após se envolverem em um acidente causado por um motorista embriagado. “Nesse caso, já existe sentença de pronúncia. Ou seja, remete o processo ao júri. Atualmente, os envolvidos aguardam o julgamento de recursos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina”, afirma a promotora.

Ainda conforme a ela, o resultado será decidido pela população. “Como se tratam de crimes dolosos contra a vida, o julgamento de todos esses casos é submetido ao Tribunal do Júri de Gaspar. Então, se os autores forem pronunciados (quando há prova da materialidade do crime e indícios de autoria), quem faz o julgamento final é a própria comunidade, através de seus representantes”.

Como acontecem os Juris

Para cada júri popular são sorteados 25 pessoas, que devem comparecer ao Fórum na data marcada para o julgamento. Na oportunidade, apenas 7 são escolhidos para compor o Conselho de Sentença. Os votos proferido pelos jurados são secretos. Porém, eles devem ser abertos até que atinjam a maioria no mesmo sentido. Isso ocorre para que não seja revelado o voto de cada jurado e eles possam se resguardar ao sigilo.

A promotora Andreza Borinelli ressalta a importância da função exercida pelos jurados. “É o Conselho de Sentença que a cada júri aprecia o caso concreto de crime doloso contra a vida e decide se a pessoa acusada pela prática do crime é culpada ou inocente. Em sessões, o Magistrado, além de presidir os trabalhos, faz a aplicação da pena, caso os jurados decidam pela condenação do réu”. Vale destacar ainda que em 2019 foram realizadas nove sessões do tribunal do Júri em Gaspar. Contudo, todas referentes a casos que ocorreram nos anos anteriores.

 

 
Edição 1931

 

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