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Maria Olga Theiss: quase um século de história no Belchior Alto - Jornal Cruzeiro do Vale

Maria Olga Theiss: quase um século de história no Belchior Alto

09/03/2018
Maria Olga Theiss: quase um século de história no Belchior Alto

Por jornalista Franciele Back

Na casa cor de rosa construída em 1921, localizada bem na curva da Rua João Theiss, no Belchior Alto, vive Maria Olga Theiss. Prestes a completar 100 anos, ela ainda pinta diversos desenhos no caderno e se aconchega na poltrona da cozinha. Dona Maria nasceu em São Pedro de Alcântara em 1º de julho de 1918 e veio para Gaspar com a família ainda criança. Foi criada na Cananeia e, mais tarde, quando se casou com Arnoldo Theiss, mudou-se para a mesma casa que mora até os dias de hoje.

Os dois tiveram dez filhos e, uma delas, a mais nova, Judite, cuida de dona Maria. Segundo a filha, a mãe sempre foi muito dedicada com o lar e a família. “Enquanto meu pai e meus irmãos trabalhavam na roça, ela sempre preparava a comida. Às vezes, ela também ia para a roça quando não era época de plantação de fumo”, recorda. Além disso, o casal tem 20 netos, 21 bisnetos e um tataraneto.

Apesar do Alzheimer, muitas lembranças ainda estão registradas em sua memória. Ela descreve com saudade as peças de roupas que produzia com a costura e as leituras que fazia. Passava horas apreciando livros escritos em alemão. Alguns deles falavam sobre fé e família e outros tinham piadas, que ela até arriscava contar para os filhos. Quando mais jovem, a filha lembra o quão vaidosa a mãe era. “Não saía sem batom. Ela tem os lábios finos e de vez em quando brigava comigo achando que eu não tinha passado nada na boca dela”, conta.

Dados

Segundo dados da Secretaria de Saúde do município, Gaspar conta atualmente com 9.249 idosos, sendo 5.158 mulheres. Conforme explica a enfermeira da Unidade de Saúde do Belchior, Elisângela Silva, a receita do envelhecimento com a saúde está refletida nas nossas escolhas feitas ao longo dos anos. “Quanto mais cedo adquirirmos bons hábitos, maiores são as chances de chegarmos à maturidade com saúde. Alimentação saudável, exercícios físicos, lazer e realizar anualmente os exames de rotina são essenciais”, completa.

A enfermeira ainda destaca a importância e a responsabilidade dos filhos com os pais na terceira idade. “É muito importante que esse cuidado não seja um fardo, mas sim uma troca de amor e afeto entre o filho e os pais. Às vezes dentro de casa é preciso realizar algumas modificações para tornar o local mais acessível aos idosos. Retirar tapete, escadas ou implantar corrimões são alguns dos exemplos. Eu costumo dizer: Comporta-te com os teus pais, como pretendes que teus filhos se comportem contigo”, explica.

 

Edição 1841

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