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Frei Evaristo Spengler é homenageado na Câmara de Vereadores - Jornal Cruzeiro do Vale

Dom Evaristo Spengler celebra primeira missa como bispo em Gaspar

08/08/2016
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Matéria atualizada em 07/08/2016:


A Igreja Santa Clara, no bairro Poço Grande, ficou lotada de fiéis na manhã de domingo, 7 de agosto, para a primeira missa celebrada por frei Evaristo Spengler após sua ordenação episcopal. A celebração teve a presença de familiares, amigos e da comunidade gasparense, que participou em peso de toda a programação do importante momento para a cidade.

Pouco antes do final da celebração, frei Evaristo foi surpreendido por uma homenagem e por uma encenação representando momentos importantes da sua vida. Tudo foi organizado por Francisco Hostins Junior.

Dom Evaristo Spengler é o quinto gasparense a ser ordenado bispo e foi recebido de braços abertos pela comunidade. Para marcar sua primeira missa como bispo na cidade, a Comunidade Santa Clara preparou um almoço festivo ao meio dia de domingo.

Galeria de fotos da missa - clique AQUI

Galeria de fotos do almoço - clique AQUI

 

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Matéria atualizada em 06/08/2016: 

 

Frei Evaristo Spengler é ordenado bispo

‘Senhor, tu me olhaste nos olhos. A sorrir, pronunciastes meu nome. Lá na praia, eu larguei o meu barco. Junto a ti, buscarei outro mar’. O sino da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo soou às 9h e, ao som da música A Barca, frei Evaristo Spengler entrou pontualmente na igreja para sua ordenação episcopal. No altar, ele estava acompanhado de mais de 40 padres, 14 bispos, diáconos e noviços. Os bancos da igreja estavam lotados de familiares, amigos e da comunidade gasparense, que cheios de fé e devoção aguardavam ansiosos pela celebração religiosa. A partir de agora, 6 de agosto será sempre especial para a comunidade católica da cidade. Neste dia, Gaspar foi presenteado com seu quinto bispo.

A ordenação episcopal de frei Evaristo Spengler foi marcada por momentos de emoção, fraternidade, religiosidade e, principalmente, alegria. A missa aconteceu por cerca de duas horas e teve como ordenante principal dom Leonardo Ulrich Steiner, e ordenantes auxiliares dom Mauro Morelli e dom Alberto Taveira. A celebração contou ainda com a colaboração dos demais religiosos e da comunidade. Entre vários momentos, o de maior emoção foi o rito de ordenação, onde o ordenante principal, dom Leonardo Ulrich confirmou com frei Evaristo sua vontade de se tornar bispo de Marajó.

Bispo ordenante: Conforme costume dos santos padres, aquele que é escolhido para bispo deve ser interrogado diante do povo, quanto à fé e sua futura missão. Assim, caríssimo irmão, queres desempenhar até a morte a missão que nos foi confiada pelos apóstolos e que, por imposição de nossas mãos, te será transmitida com a graça do espírito santo?

Frei Evaristo: Quero.

Bispo ordenante: Queres anunciar o evangelho de cristo com fidelidade e perseverança?

Frei Evaristo: Quero.

Bispo ordenante: Queres conservar sua pureza e integridade o tesouro da fé, tal como foi recebido dos apóstolos e transmitido na igreja, sempre e em toda parte?

Frei Evaristo: Quero.

Bispo ordenante: Queres edificar a igreja, corpo de cristo, e permanecer na sua unidade com o Colégio dos Bispos, sob a autoridade do sucessor do apóstolo Pedro?

Frei Evaristo: Quero.

Bispo ordenante: Queres obedecer fielmente ao sucessor do apóstolo Pedro?

Frei Evaristo: Quero.

Bispo ordenante: Queres, com teus colaboradores, presbíteros e diáconos, cuidar do povo de Deus com amor de pai e dirigi-lo no caminho da salvação?

Frei Evaristo: Quero.

Bispo ordenante: Como bom pastor, queres procurar as ovelhas errantes e conduzi-las ao rebanho do senhor?

Frei Evaristo: Quero.

Bispo ordenante: Queres orar incessantemente pelo povo de Deus e desempenhar com fidelidade a missão do sumo sacerdócio?

Frei Evaristo: Quero com a graça de Deus;

Bispo ordenante: Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais à perfeição.

Após responder positivamente a todas as perguntas, frei Evaristo deitou-se no altar da igreja, perante a comunidade, e recebeu, então, a benção durante a prece litânica.

Frei Evaristo recebeu a unção da cabeça; o livro dos evangelhos; o anel, símbolo da fidelidade; a mitra e o báculo, que simboliza o serviço pastoral que irá desempenhar na ilha de Marajó, e foi ordenado com uma grande salva de palmas.

A missa seguiu por cerca de três horas com cantos e orações e, ao final, já ordenado bispo de Marajó, frei Evaristo fez seus agradecimentos.

“Quero neste dia tão especial da minha vida, agradecer. Primeiramente a Deus, pela sua bondade e seu amor. Por ter me escolhido para ser seu frade menor e agora pastor na Igreja de Marajó.

Nunca almejei ser bispo. Entendo essa tarefa não como uma promoção nem como um título, mas como uma missão, como um serviço que a igreja me confia em função da própria igreja e do povo do Marajó. Quero somar ao trabalho já desenvolvido pelo meu antecessor, dom Azcona.

Agradeço à minha família. Aos meus pais José Arno e Victória Gertrudes e os oito irmãos, que formaram uma família religiosa e dedicada à igreja. Foi no berço dessa família que surgiu minha vocação religiosa. Peço a Deus que dê recompensa eterna aos meus pais e bênçãos eternas aos meus irmãos, cunhadas, sobrinhos, sobrinhas e netos.

Agradeço a Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Aqui incluo todos os frades, num agradecimento especial ao nosso ministro provincial Frei Fidêncio Vomboemel. Foi nessa província que recebi minha formação em primeiro lugar para ser irmão.

Agradeço ao povo gasparense e aos frades que aqui trabalham e que aqui trabalharam. No ano passado, depois de 42 anos, participei novamente de uma festa de São Pedro e conheci mais de perto a atual comunidade, que tem grande amor pela igreja.

Agradeço ao povo de Marajó, que com tanto calor humano me acolheu na primeira visita que fiz. Um agradecimento ao bispo Dom José Luis Azcona. Sei que gostaria imensamente de estar presente na ordenação, mas está impossibilitado devido a uma cirurgia.

Agradeço aos bispos aqui presentes: Dom Leonardo, que aceitou prontamente ser o bispo ordenante principal e desde o momento da nomeação se colocou à disposição e auxiliou em tudo para que essa celebração acontecesse da melhor forma possível. Dom Alberto, arcebispo de Belém, abrindo a porta de sua casa de forma muito fraterna para mim, que chegava para visitar o Marajó. Dom Mauro Morelli, bispo idealista e comprometido com as causas da igreja e da sociedade. Dom Rafael, de Blumenau, que conheci na Festa de São Pedro deste ano. Dom Jaime, que também é gasparense. Dom Bernardo, presidente na CNBB 2. Dom Eduardo, bispo da região da Sé, em São Paulo. Dom Saverino, bispo de Caçador. Dom João Bosco, franciscano bispo de Osasco.

Não posso esquecer de dois gasparenses que foram muito queridos em nossa terra: frei Antônio Moser e Francisco Hostins. Frei Antônio foi meu professor de teologia moral, onde quer que estivesse falava com orgulho: sou de Gaspar. Francisco Hostins foi diretor do Colégio Frei Godofredo, onde estudei, prefeito de Gaspar, vibrante com tudo o que se referia à igreja.

Agradeço também aos frades de Gaspar: frei Paulo Moura, frei Carlos e frei Lindolfo Jaspers

Rezem por mim. Pela missão que agora vou assumir. Rezem pelo povo de Marajó.

Muito obrigado a todos. Paz e bem!”.

Bispos falam sobre Dom frei Evaristo Spengler

Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário da CNBB, foi convidado por frei Evaristo Spengler para ser o ordenante principal da sua ordenação episcopal. Ele conta que conheceu frei Evaristo há cerca de 30 anos e que se sente honrado em participar desse importante momento em sua vida. “É uma honra e responsabilidade enorme ordenar alguém. E este é um momento muito importante, não somente pra ele, mas para toda a paróquia de Gaspar, que ordena seu quinto bispo. Gaspar envia um de seus filhos para ser missionário de Marajó. E lá, tenho certeza de que ele vai desempenhar um extraordinário trabalho junto da população”, afirma dom Leonardo Ulrich.

O ordenante auxiliar dom Mauro Morelli também se diz muito feliz em ver que a igreja ganha um grande apóstolo. “Deus nos chama para confirmar a igreja na fé, abrir o caminho e unir o povo no reino de Deus. Conheço frei Evaristo há muito tempo e ele sempre olhou muito pelo povo. Sempre foi solidário e atento. É um frade com grande espírito de comunhão”. 

 

 

 

O gasparense dom Jaime Spengler também veio à Gaspar especialmente para a ordenação episcopal de frei Evaristo Spengler. Ele chegou a cidade na noite de sexta-feira e volta para Porto Alegre logo após o almoço comemorativo. “Certamente para a cidade é um motivo de alegria e festa poder ter mais um de seus filhos convidado a exercer esse ministério tão importante na igreja. É uma responsabilidade muito bonita”, afirma dom Jaime Spengler.

Galeria de fotos da ordenação episcopal

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Almoço festivo

Após a ordenação episcopal, centenas de familiares e amigos de frei Evaristo se reuniram para um almoço festivo na 

Logo após a ordenação episcopal, frei Evaristo Spengler se reuniu para um almoço festivo na Associação Bunge. O almoço foi organizado pela família e teve a presença de amigos e da comunidade gasparense, que foi parabenizar o gasparense pelo novo desafio que tem pela frente. O almoço foi marcado por descontraídos bate-papos e teve ainda o corte do bolo.

Confira algumas fotos do almoço AQUI. 

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Matéria atualizada em: 05/08/2016

Amigos do seminário se encontram com frei Evaristo

Na noite de sexta-feira, 5 de agosto, véspera da ordenação episcopal, amigos da turma do seminário de frei Evaristo Spengler se reuniram para uma confraternização. O encontro aconteceu no Casarão da Família Schmitt, no bairro Poço Grande, e foi organizado pelo casal Paulo Luis Schmitt e Maria Salete da Silva Schmitt. A confraternização foi marcada por um jantar e boas conversas.

Além da turma do seminário, estiveram presentes dom Mauro Morelli e dom Severino Clasen.

Clique AQUI para  ver todas as fotos do encontro. 

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Matéria atualizada em: 05/08/2016

Gasparense será ordenado Bispo no sábado

Gaspar é conhecida regionalmente pela sua religiosidade. Mas, nos próximos dias, a fé e a devoção estarão ainda mais em evidência. Neste fim de semana, o frei gasparense Evaristo Pascoal Spengler será ordenado em Gaspar bispo da Prelazia de Marajó, no estado do Pará. A ordenação acontece às 9h de sábado, 6 de agosto, na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, no Centro de Gaspar, e terá a presença de familiares, amigos, do gasparense dom Jaime Spengler, bispos, padres e demais autoridades religiosas. A celebração promete muita emoção, principalmente no momento da ordenação, que terá como bispo ordenante Dom Leonardo Ulrich Steiner bispo auxiliar e secretário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, de Brasília.

Logo após a missa de ordenação, familiares e amigos de frei Evaristo vão se reuniur na Associação Bunge para um almoço festivo, aberto para a comunidade. Frei Evaristo fica na cidade até o domingo. Pela manhã, ele vai celebrar uma missa na capela Santa Clara, no Poço Grande, e de tarde segue para Brasília onde participará de um curso.

A nomeação de frei Evaristo Spengler paara assumir a Prelazia de Marajó aconteceu no dia 1º de junho deste ano, foi feita pelo papa Francisco e soou como um presente para Gaspar. De acordo com o irmão do religioso, Aloir Arno Spengler, a nomeação foi uma novidade que deixou toda a família alegre. Aloir lembra que, desde pequeno, o irmão demonstrou interesse em ingressar na vida religiosa. “Quando o Evaristo terminou a quarta série do ensino fundamental já quis ir para o seminário. Eu, como irmão mais velho, disse aos nossos pais que seria melhor ele esperar pelo menos terminar o oitavo ano. E foi o que ele fez”. A família de frei Evaristo Spengler sempre foi muito religiosa. “Quando estava grávida do Evaristo, nossa mãe subiu o Morro da Cruz, em Nova Trento, a pé, para pedir que um de seus filhos se tornasse padre. Não precisaria ser, necessariamente, o Evaristo. Mas, por coincidência, ele mesmo seguiu o caminho religioso”, lembra Aloir Spengler.

Marajó

Gaspar é conhecida como a cidade dos bispos e frei Evaristo Spengler é o quinto gasparense nomeado a esta importante função religiosa. Após a ordenação episcopal em Gaspar, frei Evaristo será emposado Bispo de Marajó. A posse está marcada para o dia 27 de agosto, na ilha em que o religioso vai desemprenhar importante função.

Para conferir de perto a posse, um grupo está se organizando para ir à Ilha de Marajó. A irmã de frei Evaristo, Gertrudes Spengler, mais conhecida como Tuti, é quem esteve à frente da excursão. “O grupo é formado por primos, irmãos, familiares e amigos. Vamos sair do aeroporto de Joinville no dia 25 e voltamos no dia 31”, conta tuti. 

Entrevista

Frei Evaristo Spengler chegou à Gaspar dias antes da sua ordenação e conversou com a equipe do Jornal Cruzeiro do Vale. Confira:

Como surgiu a ideia se ser padre franciscano?
A minha família sempre foi muito religiosa e eu recebi essa formação em casa. Frenquentávamos as missas aos domingos, rezávamos juntos e tínhamos também a visita frequente de frades, tantos os de Gaspar, quanto os de Blumenau. Aos pouco foi surgindo o desejo de ser frade e padre. Eu entrei para o seminário aos 15 anos de idade.

Para ser ordenado sacerdote, há uma longa trajetória de estudos. Onde o senhor estudou e quando foi ordenado padre?
Em 1974, junto com outros gasparenses, o Arthur Spengler e o Paulo Luis Schmitt, iniciei o processo de formação no seminário. Fomos para Agudos, no interior de São Paulo e ficamos lá os três anos. Em 1977, eu ingressei na Ordem Franciscana, que se dá no Noviciado de Rodeio, aqui em Santa Catarina, foi um processo de um ano. Em seguida, em Petrópolis fiz o estudo de Filosofia e Teologia. A ordenação sacerdotal aconteceu no dia 19 de maio de 1984.

O padre franciscano assume o compromisso de ser missionário e de estar junto com os pobres e humildes. Onde o senhor já trabalhou?
Os dois trabalhos principais foram na Baixada Fluminense, especialmente na Diocese de Duque de Caxias, e em Angola. Mas além desses, trabalhei em Nilópolis, no convento de Santo Antônio; Fiz estudos de Bíblia no Chile e Jerusalém. Os maiores desafios na Baixada Fluminense foram a violência, os conflitos sociais e a pobreza.

O senhor também teve uma experiência evangelizadora em Angola, na África. Como foi o trabalho em um país devastado com a guerra civil?
Era tempo de guerra civil, que havia começado em 1975. Eu cheguei em 2001, numa guerra que foi dizimando e devastando o país. O povo, de fato, vivia um cansaço dessa guerra e eu rezava muito para que chegasse o tempo de paz. No início do trabalho nós não podíamos chegar a todos os locais porque a ONU restringia a passagem. Quando terminou a guerra pudemos conhecer a extensão da missão. Da sede até a comunidade mais longínqua, distanciava 420 quilômetros, em locais que não havia estrada e as pontes estavam destruídas. O povo tinha a expectativa de retomar o contato com a igreja católica, para isso havia catequistas para os sacramentos, do batismo, da primeira eucaristia e do matrimônio. Queria dar condições às comunidades, com materiais litúrgicos, livros de oração, de culto dominical, bíblias. Em um segundo momento, nós conseguimos uma parceria com a ONU para a construção de novas escolas. Esse processo foi de 2005 até 2010, e conseguimos construir quatro novas escolas, com três salas cada uma; e reconstruímos também mais 12, que estavam bastante danificadas. Quando eu cheguei havia apenas 240 alunos, quando deixei a missão tinha 2.400. A igreja também tinha um projeto com a saúde, com as irmãs franciscanas, que atendiam o povo da cidade e das aldeias. Eu sempre dizia “Aqui cada dia a gente acorda e sente que a presença da gente é necessária. Se não faço um trabalho no Brasil, outro fará no meu lugar. Lá não tinha outras pessoas”.

Como o senhor recebeu a notícia da sua nomeação como Bispo de Marajó?
Em janeiro desse ano aconteceu o capítulo provincial e eu fui eleito o Vigário. Meses depois, recebi a notícia da nomeação pelo Papa Francisco, no dia 1º de junho. Foi uma surpresa! Ser bispo é um serviço da igreja, então é a minha nova missão.

Qual a realidade da diocese que o senhor vai assumir e quais os desafios que o senhor tem pela frente?
Marajó, como prelazia, integra o arquipélago de Marajó e também uma parte do continente do Pará. Têm dez paróquias em nove município, todo o transporte é feito via fluvial e em distâncias bastante grandes, podendo levar até 30 horas de deslocamento. Para fazer uma reunião, uma formação, tudo é mais complicado. Mas percebo uma igreja muito atuante e viva, apesar dos problemas sociais. Eu destaco dois daquela região: o tráfico de meninas, que são levadas para a Guiana Francesa em promessa de trabalho e acaba sendo a prostituição; e as terras, embora a Amazônia tenha muita mata, ela está sendo devastada.

Deixe uma mensagem de paz aos gasparenses.
Chegar a Gaspar sempre me traz uma grande alegria e esperança. Temos muitas famílias ligadas à igreja, que procuram viver uma união. Eu penso que sendo nomeado bispo da Prelazia de Marajó, teremos uma interação muito maior. Sintam-se convidados a visitar o arquipélago. Estarei lá a espera de todos que puderem. Quero deixar a minha benção ao povo de Gaspar, que Deus dê muita força, luz e saúde a cada um.


História de Frei Evaristo

A ordenação episcopal de frei Evaristo Spengler acontece na manhã deste sábado, 6 de agosto, e será mais um passo importante na caminhada religiosa do gasparense. 

Frei Evaristo Spengler nasceu na localidade de Pocinho, Bairro Poço Grande, em 29 de março de 1959, e, ainda pequeno, já demonstrava interesse em seguir a vida religiosa. Por pedido dos pais, ele esperou concluir o ensino fundamental e logo ingressou no seminário, no ano de 1974. Fez o noviciado em Rodeio, Santa Catarina, em 1977, cursou filosofia e teologia em Petrópolis, RJ, e foi odenado presbítero em 19 de maio de 1984.

Aos 57 anos, frei Evaristo teve sua vida ligada à religião e à ajuda ao próximo. Sua trajetória sempre foi marcada por muitos desafios e pode-se dizer que o maior deles foi o trabalho de quase uma década na Angola, no continente africano. “Quando cheguei em Angola, em 2001, era tempo de guerra civil. O povo estava passando fome e muita necessidade. Mesmo em termos de evangelização, não se podia ter muita coisa organizada. No segundo ano chegou a paz e percebemos como é importante o povo viver em paz”, afirma frei Evaristo.

 

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Matéria atualizada em: 04/08/2016

Frei Evaristo Spengler é o quinto bispo gasparense

Frei Evaristo Pascoal Spengler está perto de dar um grande passo em sua vida religiosa. Após ter sido nomeado Bispo da Ilha de Marajó pelo Papa Francisco, ele está na lista de homens gasparenses que sempre serão lembrados pela evangelização, bondade e honra ao espalhar a palavra de Deus como missão de vida. Frei Evaristo é o quinto gasparense a ser ordenado bispo e a dedicação ao catolicismo também faz parte da história de outros quatro bispos nascidos em Gaspar.

O primeiro, Dom Daniel Hostin, nasceu no dia 2 de abril de 1890 e 40 anos depois tornou-se bispo. O religioso fez seus primeiros estudos, primário e ginásio, no Colégio Santo Antônio, em Blumenau. Posteriormente, entrou para a Ordem Franciscana, onde recebeu o hábito em 1910, no Noviciado de Rodeio, lugar onde fez a profissão temporária de votos. Foi em 1917, que Dom Daniel ordenou-se sacerdote em Petrópolis, quando retornou a Blumenau para dar aulas. Três anos se passaram e assumiu como Vigário na Paróquia São Paulo Apóstolo. A nomeação de bispo aconteceu no ano de 1929, em Blumenau. Marcado pela história religiosa e bondade, faleceu em Lages, onde serviu a Diocese por 44 anos.

No bairro Belchior nasceu o segundo bispo de Gaspar, em 1918. Dom Quirino Adolfo Schmitz ingressou no Seminário Franciscano de Rio Negro e após concluir o Ensino Médio, começou a fazer parte da Ordem Frades Menores, em Rodeio, no ano de 1937. Transferido para Curitiba, permaneceu até 1941, concluindo o curso de Filosofia. A regência do internato do Colégio Diocesano de Lages foi a sua próxima missão, até 1954, quando foi nomeado para assumir a Paróquia de Santo Antônio do Pari, em São Paulo. A seguir foi premiado com uma missão internacional, sendo nomeado Diretor do Missionskolleg em Ganstock, na Bélgica, cargo que assumiu em 1958, quando foi nomeado bispo de Teófilo Otoni. Quirino Adolfo faleceu em junho de 2007.

Batizado com o nome de Stanislau Hostin Schmitt, Dom Carlos Schmidt foi o terceiro gasparense a ser nomeado bispo. Nascido em 1919, fez seus estudos no Colégio Cristo Rei e aos 12 anos ingressou no Seminário Franciscano de Rio Negro. Após concluir o Ensino Médio em Viodrop, na Holanda, retornou o país de origem em 1938 e ingressou no Noviciado Franciscado de Rodeio, lugar onde estudou Filosofia. De 1941 a 1944 estudou Teologia em Petrópolis e nesse meio tempo foi ordenado sacerdote, cujo ministério viria a exercer por 62 anos. No dia 29 de agosto de 1960, foi eleito bispo de Dourados pelo Papa João XXIII. Se falecimento aconteceu em Blumenau, em 2006.

Frei Jaime Spengler também faz parte da honroza lista. O quarto bispo nascido em terras gasparenses nasceu em 1960 e ingressou na Ordem dos Frades Menores 22 anos depois, quando foi admitido no Noviciado de Rodeio da Província Franciscana Imaculada Conceição do Brasil. De 1991 a 1995 foi mestre dos postulantes e professor no Seminário Frei Galvão. Em Roma, fez o doutorado de Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum. Foi vice-reitor e professor do Instituto Filosófico São Boaventura, em Campo Largo, no Paraná. Dom Jaime foi ordenado bispo no dia 5 de fevereiro de 2011, exatamente nos 150 anos de fundação da Paróquia. Atualmente, Jaime é presidente do Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Rio Grande do Sul.

A partir do fim de semana, frei Evaristo Spengler completa a lista de bispos gasparenses. Sua ordenação episcopal acontece às 9h de sábado, 6 de agosto, na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, e promete reunir centenas de fiéis.Frei Evaristo nasceu no bairro Pocinho, em 29 de março de 1959. Ele ingressou no seminário no ano de 1974. Fez o noviciado em Rodeio em 1977 e foi ordenado presbítero no dia 19 de maio de 1984. Aos 57 anos, sua vida religiosa sempre foi marcada por diversos desafios. Ele já trabalhou, inclusive, na Angola, onde ficou por quase uma década. “Quando cheguei à Missão, em maio de 2001, ainda era tempo de guerra. O cenário era de muita fome nas aldeias. O povo plantava, mas nunca chegava a colher porque tinha de fugir devido aos ataques. Isso causava muita fome e insegurança. Mesmo em termos de evangelização, não se podia ter muita coisa organizada. Só com o fim da guerra é que se começou a estruturar um pouco a parte pastoral através dos catequistas das aldeias”, disse em entrevista ao site da Província Franciscana. 

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Matéria atualizada em: 02/08/2016 

Frei Evaristo Spengler é homenageado na Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores de Gaspar realizou um encontro marcado por homenagens nessa terça-feira, dia 2 de agosto. A moção foi para parabenizar o honroso reconhecimento atribuido ao Frei Evaristo Pascoal Spengler, que está prestes a se tornar bispo de Marajó, graças a nomeação do Papa Francisco. A sessão foi especialmente para receber Evaristo, já que geralmente os encontros dos vereadores acontecem na última sexta-feira de cada mês.

Acompanhado de membros da família e amigos, Frei Evaristo recebeu a homenagem e agredeceu aos gasparenses pelo apoio. No discurso posterior a moção, o Frei relevou que nunca almejou ser Bispo. "Foi uma grande surpresa", conta. Evaristo garante que mesmo distante da cidade, leva Gaspar consigo. "Já faz quase 42 anos que sai de Gaspar, mas a cidade sempre foi uma referência para mim. Quando escuto o nome Gaspar, o coração se alegra".

A iniciativa, aprovada por unanimidade, foi do vereador Luis Carlos Spengler Filho, que considera muito importante a homenagem. “O Frei Evaristo leva o nome da cidade para todo lado para evangelizar. Ele tem um histórico exemplar de trabalho”, conta. A semana do religioso será especial. No sábado, dia 6, acontecerá a sua ordenação episcopal. O evento terá início às 9h, na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo.

 

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Matéria atualizada em: 24/06/2016


Frei Evaristo Spengler: Gasparenses se preparam para posse do novo bispo de Marajó

Frei Evaristo Spengler: Gasparenses se preparam para posse do novo bispo de Marajó

A ordenação do novo bispo acontece na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, em Gaspar, no dia 6 de agosto. Conforme explica a irmã de frei Evaristo, Gertrudes Spengler, mais conhecida como Tuti, a família já está se organizando. “Agora estamos focados na Festa de São Pedro. Mas, passando as festividades, vamos ter foco total na ordenação. Vamos nos dividir em comissões para que tudo saia como planejado”. Ainda segundo Tuti, a ordenação será marcada por uma missa e pela comemoração na terra natal.

A posse de frei Evaristo em Marajó está marcada para o dia 27 de agosto, sábado. Uma comitiva formada por 44 pessoas se uniu e vai para Soure, cidade em que ele vai morar e onde está localizada a catedral em que acontece a ordenação. “O grupo é formado por primos, irmãos, familiares e amigos. Vamos sair do aeroporto de Joinville no dia 25 e voltamos dia 31”, conta Tuti. As vagas para ir à posse com a turma já estão todas preenchidas, mas nada impede que outras pessoas se organizem de forma independente para participar.

Segundo Tuti, toda a família está muito orgulhosa do novo momento de frei Evaristo Spengler. “Ele sempre foi um homem muito bom, um homem do povo. É uma alegria imensa participar desse novo momento em sua vida. Estamos orgulhosos”.

 


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Matéria atualizada em: 01/06/2016

Padre gasparense é nomeado bispo de Marajó

Gaspar é reconhecida como a cidade de padres e de bispos. Fazendo jus ao apelido, o município foi presenteado na quarta-feira, 1º de junho, com mais um religioso com essa nomeação. Frei Evaristo Spengler foi nomeado pelo Papa Francisco bispo da Prelazia de Marajó, no estado do Pará.

A notícia da nomeação pegou a todos de surpresa. Segundo o irmão de Frei Evaristo, Aloir Arno Spengler, foi uma novidade enorme que se deu devido à história de vida do religioso. “Quando o Evaristo terminou a quarta série do ensino fundamental já quis ir para o seminário. Eu, como irmão mais velho, disse aos nossos pais que seria melhor ele esperar pelo menos terminar o oitavo ano. E foi o que ele fez. Concluiu a oitava série e foi para o seminário”, conta. Com muita alegria, Aloir lembra também que sua mãe sempre teve muita vontade de ter um filho padre. “Quando estava grávida do Evaristo, nossa mãe subiu o Morro da Cruz, em Nova Trento, a pé. Foi uma forma de pedir que um de seus filhos se tornasse padre. Não precisaria ser, necessariamente, o Evaristo. Mas por coincidência ele mesmo seguiu o caminho religioso”. Aloir diz ainda que toda a família está muito emocionada . “Falei com o Evaristo de manhã [quarta-feira] e ele também estava exultante. Ele disse que, no início, relutou. Mas, depois, aceitou o desafio”, conta.

Para o Pároco da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, frei Paulo, a nomeação é motivo de alegria para toda a comunidade gasparense. “Realmente se concretiza o ditado que diz que Gaspar é a cidade dos bispos. Frei Evaristo é o quinto gasparense a ser nomeado bispo e estamos muito felizes e orgulhosos. Este será um desafio e temos certeza de que ele se sairá muito bem”.

O bispo de Marajó

Frei Evaristo Spengler nasceu no bairro Pocinho, em 29 de março de 1959. Ele ingressou no seminário no ano de 1974. Fez o noviciado em Rodeio em 1977 e foi ordenado presbítero no dia 19 de maio de 1984. Aos 57 anos, sua vida religiosa sempre foi marcada por diversos desafios. Ele já trabalhou, inclusive, na Angola, onde ficou por quase uma década. “Quando cheguei à Missão, em maio de 2001, ainda era tempo de guerra. O cenário era de muita fome nas aldeias. O povo plantava, mas nunca chegava a colher porque tinha de fugir devido aos ataques. Isso causava muita fome e insegurança. Mesmo em termos de evangelização, não se podia ter muita coisa organizada. Só com o fim da guerra é que se começou a estruturar um pouco a parte pastoral através dos catequistas das aldeias”, disse em entrevista ao site da Província Franciscana.

Agora, Frei Evaristo parte para um desafio diferente em sua vida religiosa. Sua ordenação episcopal deve acontecer em Gaspar, entre julho e agosto. Após a ordenação, ele será empossado bispo no lugar de Dom Frei José Luiz Azcona.

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Edição 1761

 

Comentários

Paulo Cesar Gomes
08/08/2016 13:19
Parabéns para equipe do Cruzeiro do Vale. Como é bom ver um trabalho completo que retrata com perfeição as forças vivas da comunidade. A ordenação do Dom Evaristo foi um momento marcante. Adorei rever todos estes momentos nas reportagens de vocês. Parabéns com louvores pelo trabalho do Cruzeiro do Vale pela comunidade de Gaspar.

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