Ex-presidente da Câmara dos EUA é processado por abuso de menor - Jornal Cruzeiro do Vale

Ex-presidente da Câmara dos EUA é processado por abuso de menor

26/04/2016
Ex-presidente da Câmara dos EUA é processado por abuso de menor

Um ex-aluno do ex-presidênte da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos Dennis Hastert entrou com uma ação de US$ 1,8 milhão nesta segunda-feira (25), alegando ter sido vítima de abuso sexual aos 14 anos.

O valor é o resíduo de um acordo de US$ 3,5 milhões, descumprido por Haster para encerrar a acusação sobre o abuso que teria cometido há três décadas.

O ex-congressista republicano já foi acusado de violar as leis bancárias para fazer os pagamentos de indenização a vítimas de abusos sexuais e de mentir para o FBI, a Polícia Federal americana, sobre eles.

O político se declarou culpado das acusações e deve ouvir a sentença na quarta-feira.

Os abusos aconteceram quando Hastert era professor e treinador esportivo na escola de Ensino Médio Yorkville, perto de Illinois, entre os anos 1960 e 1980.

Embora as acusações pelo delito já tenham prescrito, o ex-congressista ainda responde por violar legislação financeira.

Os procuradores federais garantem que os abusos de Hastert foram generalizados, e há conhecimento de impressionantes detalhes de ações contra pelo menos cinco crianças durante o período que Hastert esteve na instituição.

Ataques de pânico

Apresentada na corte do condado de Yorkville, a última ação afirma que Hastert "violou a confiança especial" nele depositada pela suposta vítima e praticou "abuso de menores" e "agressão com fins sexuais em um quarto de hotel", durante um viagem para uma competição de luta livre.

Como resultado, o demandante relatou que, "durante muitos anos, sofreu graves ataques de pânico". Esses ataques levaram-no a "períodos de desemprego, mudanças de carreira, episódios de depressão, internação psiquiátrica e tratamentos psicológicos prolongados", segundo o documento judicial.

Os advogados de Hastert não quiseram comentar o caso.

Segundo o Ministério Público, entre 2010 e 2014, Hastert ofereceu US$ 1,7 milhão ao ex-aluno, um pouco menos do que metade da quantia acordada, em pagamentos regulares que se paralisaram quando o FBI começou a investigar esses pagamentos incomuns.

Em 2007, Hastert renunciou ao cargo de presidente da Câmara de Representantes, o qual ocupava desde 1999. Sua saída se relacionou com o escândalo provocado pelo envio de mensagens de sexo explícito por outro congressistas, Mark Foley, para e-mails de adolescentes, ou de auxiliares de escritório do Congresso. Durante seu período na Casa, Dennis Hastert votou contra leis pelo reconhecimento dos direitos dos homossexuais.

 

Fonte G1.com

Comentários

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.