Os líderes do G7 iniciariam as reuniões das Relações Exteriores do Grupo dos Sete (G7) nesta quinta-feira (26) em Ise-Shima, no Japão. O encontro conta com as lideranças das sete economias mais industrializadas do mundo: Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itáliae Canadá.
Durante a cúpula, os líderes conversarão sobre o desempenho da economia mundial, a possibilidade de uma recessão global, testes nucleares e de mísseis, terrorismo, refugiados e a queda livre do preço do petróleo, sendo esse último item precisamente o que provocou o nascimento desta cúpula em 1975.
Participam do encontro: Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, David Cameron, primeiro-ministro britânico, François Hollande, presidente da França, Angela Merkel, chanceler alemã, Shinzo Abe, primeiro-ministrio japonês, Matteo Rendiz, presidente do Conselho Europeu e primeiro-ministrio italiano, Justin Trudeau, primeiro-ministro canadense, e Jean-Claude Juncker, presidente da comissão.
Na manhã desta quinta, os líderes visitaram o santuário xintoísta de Ise, considerado um dos lugares mais sagrados do Japão e foram recebidos no local por Shinzo Abe. Em seguida, eles participaram do ato simbólico de plantar uma árvore em um jardim, percorreram a pé parte do recinto e visitaram o Kotai, o edifício principal onde se realiza o culto a Amaterasu, a deusa do sol, há aproximadamente dois milênios.
O lugar foi escolhido por sua "beleza única" e por representar "a essência da tradição e a natureza do Japão", segundo explicou ontem o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático, Yasuhisa Kawamura, que também descartou que o ato incluiria "qualquer formalidade" religiosa.
Nesta quinta, Barack Obama, afirmou que a Coreia do Norte "continua sendo uma ameaça a médio prazo" e uma "grande preocupação" para a comunidade internacional.
"Não vimos os progressos que quereríamos ver quanto a esforços para parar o programa nuclear norte-coreano", afirmou o presidente americano em pronunciamento aos veículos de imprensa.
Obama acrescentou que as provocações militares de Pyongyang "estão no centro das discussões e das negociações com a China", e destacou que a resposta de Pequim "melhorou", o que "poderia reduzir o risco de que a Coreia do Norte venda material nuclear ou de mísseis para outros países".
Os últimos testes nucleares e de mísseis de Pyongyang foram um dos temas discutidos pelos líderes do G7 durante sua reunião dedicada à política de segurança e de exteriores, e espera-se que os líderes adotem uma declaração conjunta na qual se condenem estes atos do regime norte-coreano.
Também está previsto que o texto final peça a aplicação das novas e mais duras sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o país asiático, depois que em janeiro e fevereiro ele detonou uma bomba nuclear e lançou um satélite com tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais.
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