A sessão na Câmara de Vereadores desta terça-feira, dia 22, promete render desdobramentos apimentados entre os servidores públicos de Gaspar.
Na semana passada, o Executivo enviou à Câmara um projeto de lei com a sua proposta de reajuste salarial aos servidores. A proposta já entrou na pauta da sessão ordinária desta terça e deve ser levada à votação no plenário no final desta tarde, após a assembleia dos servidores públicos de Gaspar. A categoria agendou uma nova assembleia para esta terça-feira, dia 22, às 17h, em primeira chamada, e 17h30, em segunda, na Praça Getúlio Vargas, em frente à prefeitura.
A oferta da prefeitura prevê apenas 5% de acréscimo agora em março e outros 6,31% em setembro, a depender do aumento na arrecadação e do limite prudencial da folha de pagamento. A proposta não agradou os servidores, que decretaram estado de greve em assembleia na semana passada e ofereceram nessa segunda uma contraproposta, pedindo 8% de aumento em março e 3,31% em junho, sem vinculação ao aumento da arrecadação ou ao limite prudencial. As duas sugestões preveem apenas o repasse da inflação do período, estipulada em 11,31%.
A votação ocorre em um momento em que o presidente do sindicato dos servidores, o Sintraspug, Jovino Masson, considerava a negociação em andamento. “Eles abriram novamente as portas para negociação nessa segunda”, afirmou. “Há grandes chances de o projeto enviado pela prefeitura ser apreciado hoje. Se será aprovado, é outra história”, informou o presidente da Câmara, Giovano Borges, PSB.
Vereadores pedirão adiamento
“Acredito que este projeto será aprovado. Infelizmente, se votarmos contra, possivelmente nem a esta proposta desrespeitosa encaminhada pelo Executivo os servidores terão direito. Não houve respeito do Executivo com os servidores. O sindicato precisa continuar negociando com o município para fazer valer seus direitos. A situação é bem complicada devido ao prazo curto para votação que garanta o reajuste aos servidores”, declarou a vereadora Andréia Zimmermann, PSDB.
Luis Carlos Spengler Filho, do PP, entrará com um requerimento para que a votação do projeto seja adiada para a próxima sessão, no dia 29. A bancada do PMDB, segundo o vereador Ciro Quintino, PMDB, relator do projeto de reajuste, deve votar a favor do adiamento da votação.
De acordo com o vereador Antonio Carlos Dalsochio, PT, caso a votação seja adiada, ficará difícil para o Executivo rodar a folha de pagamento já com o reajuste. “Votarei de acordo com a liderança e o direcionamento de nossa bancada. Acredito que seja pertinente votar hoje a favor do projeto para não se perder tempo”, avaliou Dalsochio.
Para o líder do governo na Câmara José Amarildo Rampelotti, PT, é necessário apreciar e votar a favor do projeto nesta terça devido ao curto espaço de tempo para rodar a folha de pagamento e devido à lei eleitoral, que veta reajustes a servidores a partir de 2 de abril. “Um possível adiamento da sessão traria prejuízos aos servidores. Caso haja tentativas de adiamento e consigam votação suficiente para prorrogar o debate e a votação, vou propor uma sessão extraordinária para esta quinta-feira, dia 24”, informa Rampelotti.
Sindicato
A negociação salarial entre servidores e prefeitura teve um novo capítulo nessa segunda-feira, dia 21. A direção do sindicato se reuniu com o secretário da Fazenda, Carlos Alberto Peixer Vinci. “Apresentamos a ele, nesta quarta rodada de negociação, o que foi decidido na última assembleia. Encaminhamos uma contraproposta ao Executivo - reajuste de 11,31% em duas parcelas, a primeira, de 8%, em março, e a segunda, de 3,31%, em junho. A proposta foi protocolada junto ao Executivo nessa segunda-feira, dia 21. Estamos em negociação e esperamos receber a resposta do Executivo até esta terça-feira, antes da assembleia. A porta da prefeitura continua aberta, estamos em negociação”, avisa o presidente do Sintraspug, Jovino Masson.
Entenda a negociação
O que oferece a prefeitura
5% de reajuste nos salários dos servidores em março
6,31% de reajuste em setembro, caso haja disponibilidade financeira e o reajuste não ultrapasse o limite prudencial de 51,30% da arrecadação para gastos com folha de pagamento. A prefeitura oferece ainda aumento na regência de classe, dada aos professores, de 6% em março e 7% em setembro, também dependendo da disponibilidade financeira e do limite prudencial.
O que propõem os servidores
8% de reajuste em março
3,31% de reajuste em junho, sem condicionar o aumento à situação da arrecadação ou ao limite prudencial da folha.
- Além das chamadas cláusulas financeiras, o sindicato busca ainda outros 10 pontos da pauta de reivindicação. Apenas dois tiveram sinalização positiva da prefeitura nas duas primeiras rodadas de negociação.
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