Votação no Senado: o dia D do processo de impeachment de Dilma - Jornal Cruzeiro do Vale

Votação no Senado: o dia D do processo de impeachment de Dilma

11/05/2016
Votação no Senado: o dia D do processo de impeachment de Dilma

O plenário do Senado iniciou às 10h desta quarta-feira, dia 11, a sessão para decidir se aprova ou rejeita o parecer pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se decidir pela aprovação, o processo de impeachment avançará na Casa com a fase de produção de provas e julgamento e a presidente será afastada pelo prazo de até 180 dias. O parecer elaborado pelo senador Antonio Anastasia, PSDB-MG, relator da comissão especial do assunto, precisa de maioria simples para ser aprovado.

A sessão se dividirá em três blocos: das 9h às 12h, das 13h às 18h e das 19h até o fim da votação.


A sessão


Cada senador inscrito poderá falar por até 15 minutos ao longo da sessão. Até as 9h30, 68 senadores estavam inscritos para falar. A ordem irá alternar entre favoráveis e contrários ao impeachment. Finalizados os discursos, o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), relator da comissão especial do processo, poderá falar sobre o parecer por 15 minutos. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, terá o mesmo tempo para apresentar a defesa.
Para que o processo seja aberto, é preciso que o parecer seja aprovado por maioria simples. Ou seja, não é necessário que todos os 81 senadores estejam presentes (o quórum mínimo é 41). Caso assinem presença 60 senadores apenas, por exemplo, serão necessários 31 votos favoráveis. Em um eventual julgamento do processo no Senado, caso a admissibilidade seja aprovada nesta quarta, será necessário o voto de dois terços do Senado - 54 senadores.


A votação


A votação desta quarta é aberta e nominal, mas não haverá a convocação de um por um à tribuna, como foi na Câmara dos Deputados no último dia 17. O painel será aberto e o voto é feito por sistema eletrônico (sim, não ou abstenção) por cada um em sua mesa. Após o término dos votos, o painel mostrará o total e como cada um se posicionou. O presidente do Senado só vota em caso de empate. Se for aprovado o relatório da comissão, o processo é oficialmente instaurado e a presidente é afastada por até 180 dias. Caso ele seja rejeitado pelo plenário, o processo é arquivado e a presidente permanece no cargo.


Apelo ao STF


Nessa terça-feira, a Advocacia-Geral da União entrou com recurso no STF para tentar anular o processo de impeachment de Dilma. A análise está sendo feita pelo relator, ministro Teori Zavascki, que deve dar uma resposta ainda na manhã desta quarta.


O clima no país


Manifestantes contrários ao impeachment participam de atos em diversas regiões do país na manhã desta quarta, como em São Bernardo do Campo, Guarulhos e São Paulo. Em Brasília, um forte esquema de segurança com cerca de 1,5 mil policiais militares foi montado pelo governo do Distrito Federal para garantir a segurança durante a sessão e a votação da admissibilidade do impeachment no Senado. O chamado “Muro do Impeachment” permanece montado na Esplanada para evitar confrontos entre grupos pró e contra impeachment. O uso de máscaras, lenços, bandanas e outros adereços que escondam o rosto está proibido.


Notificação de Dilma


O presidente do Senado, Renan Calheiros, não quis dar detalhes de como e quando a presidente Dilma Rousseff será notificada da decisão dos senadores. O presidente da Casa disse que ela deve ser informada oficialmente pelo primeiro secretário da Mesa do Senado, o senador Vicentinho Alves (PR-TO). A tendência é que a notificação aconteça na quinta-feira.

 

 

Foto: Reprodução/TV Senado. Com informações do portal G1

 

Edição 1749

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