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Caso Aeroporto Quero-Quero: polícia prende cinco dos oito assaltantes identificados - Jornal Cruzeiro do Vale

Caso Aeroporto Quero-Quero: polícia prende cinco dos oito assaltantes identificados

13/01/2020
Caso Aeroporto Quero-Quero: polícia prende cinco dos oito assaltantes identificados

Cinco pessoas já estão pesas e três devem ir para a cadeia em breve. Quase 10 meses após o roubo de R$9,8 milhões no Aeroporto Quero-Quero, em Blumenau, a Polícia Civil de Santa Catarina apresentou os resultados da operação em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, dia 13 de janeiro.

O inquérito ‘Operação Aeroporto 1’ tem mais de mil páginas e deve ser concluído nos próximos dias. Existe a possibilidade de que seja aberta a operação ‘Aeroporto 2’ e ‘3’. Este caso é tratado como o maior roubo da história do Estado.

Envolvidos

O líder do grupo e responsável por arquitetar a ação está preso desde novembro. Ele foi pego no Ceará, pela Polícia Federal, com a suspeita de estar planejando um novo ataque. Dos oito indiciados, quatro tem origem em São Paulo e participaram ativamente do roubo.

De acordo com Anselmo Cruz, da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic) e um dos delegados responsáveis pelo caso, o mentor do crime em Blumenau é o mesmo do assalto no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e que resultou no roubo de cerca de R$30 milhões de uma empresa de valores no final do ano passado. Além disso, não está descartada a participação de alguns criminosos no roubo de R$720 quilos de ouro no Aeroporto de Guarulhos, em julho e 2019.

Entre os presos está um vigilante da empresa de valores que atuava e Blumenau. Segundo a polícia, ele não tinha antecedentes e era tido como idôneo, mas foi assediado pelos bandidos. “Desde setembro de 2018 ele vinha mantendo contato com integrantes da quadrilha, repassando informações sobre a movimentação da empresa”.

Como aconteceu

Segundo o delegado, o plano de fuga dos bandidos é “digno de um roteiro cinematográfico”. A Polícia identificou que o dinheiro foi transportado para o Sudeste em um caminhão de lixo particular comprado pela quadrilha. O veículo foi carregado com dinheiro e armas algumas horas após do roubo, na cidade de Itajaí. Possivelmente, o mesmo caminhão foi usado em Viracopos, em um plano de fuga semelhante.

Além disso, outros indícios apontam para um esquema planejado com muita inteligência e recursos. A estimativa da Polícia Civil é de que o grupo investiu cerca de R$800 mil para realizar o assalto.

Foram utilizados pelo menos seis imóveis, seis veículos, oito fuzis AK-47 e uma metralhadora .50. O roubo começou a ser planejado em agosto ou setembro de 2018. Um dos locais utilizado pelos bandidos era uma casa em Blumenau com ampla visão para a pista do aeroporto. De lá, os criminosos gravavam a rotina do terminal com equipamentos profissionais de filmagem.

Núcleos

A Polícia trabalha com três núcleos diferentes dentro da quadrilha. Além do núcleo de participantes ativos do assalto, há aqueles que deram suporte. “Um grupo é responsável pela prática de estelionatos, porque ninguém aluga uma casa, compra um carro, sendo um criminosos. Ainda mais sendo um criminoso procurado, com seus próprios dados. Esse tipo de ação criminosa tem toda uma estrutura de estelionatários responsáveis pela logística”, afirmou o delegado.

O terceiro núcleo é composto pelo vigilante da empresa, com comprovada participação.

Vítimas

A ação de março terminou com três vítimas. Uma jovem de 22 anos, que trabalhava em uma empresa próxima ao terminal, foi atingida por um disparo de fuzil AK-47. O tiro atravessou uma parede, ricocheteou em uma viga e a atingiu pelas costas.

Além dela, dois vigilantes da empresa de transporte de valores, que estavam dentro de um carro-forte, foram feridos gravemente nas pernas e vão ficar com sequelas permanentes. Eles foram atingidos pela metralhadora .50.

 

Informações: rcnonline.com.br/
Edição 1934
 

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