Lista telefônica

Editorial - Jornal Cruzeiro do Vale

Até onde vai o poder da farda?

13/01/2017 08:55

Esta pergunta se tornou comum na última semana em Gaspar, quando Carlos Russi, de 58 anos, morreu durante uma abordagem policial no bairro Bela Vista. Com mais de uma versão sobre o caso, familiares, amigos e até mesmo quem não conhecia Carlos espera uma resposta. Para resolver a situação, a Polícia Militar abriu um inquérito e a Polícia Civil espera o laudo do Instituto Médico Legal, IML, para dar procedimento à investigação.

A família de Carlos acusa um policial militar de abuso de autoridade. Eles dizem que sofrem, há tempo, pelo poder que o homem de farda tem.

Infelizmente, casos de abuso de autoridade são mais comuns do que se imagina. Ao assistir ao noticiário ou ler um jornal de grande circulação, é comum nos depararmos com esse tipo de notícia. Mas, o que parecia distante da realidade gasparense, pode estar mais perto do que se imagina. Histórias como essa assustam a população. Afinal, quem era para proteger, agora, está causando mais insegurança. Mas, vale lembrar que, como em todas as profissões, não se deve julgar todos que vestem a mesma roupa pela atitude de uma única pessoa.

Carlos Russi faleceu vítima de infarto. Mas, o motivo que o levou a tal situação será investigado pela Polícia Civil e, em breve, esclarecido para a família. Se o policial acusado de abuso de autoridade for culpado pela situação, que ele seja punido. A comunidade gasparense espera uma resposta. Os amigos esperam uma resposta. A família espera uma resposta.

 
Edição 1783

Comentários

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.
 

Leia Mais

No dia 20 de março de 2014, a prefeitura de Gaspar emitiu uma nota à imprensa ressaltando que a administração municipal, desde o ano de 2009, vinha unindo esforços para sanar distorções salariais existentes em algumas funções no quadro de aservidores, porém era necessário criar um “ambiente financeiro econômico favorável para viabilizar o avanço”.

O poder público é constantemente criticado pela omissão com que encara - ou deixa de encarar - assuntos relacionados ao desenvolvimento da cidade.

A interminável espera por algum posicionamento do governo do Estado, das entidades do município e das lideranças regionais a respeito da execução ou não do Contorno de Gaspar, propostas alternativas começam a ser articuladas como forma de buscar investimentos menores, mas capazes de ao menos amenizar o caos do trânsito na região central de Gaspar enquanto o poder público não bate o martelo sobre a realização ou não do projeto do Contorno.

Uma parceria entre moradores, sociedade civil e entidades pode ajudar a viabilizar a implantação de três câmeras de videomonitoramento na região do Bela Vista. 

Após longas negociações com a Câmara de Vereadores e algumas exonerações de servidores comissionados, a Prefeitura de Gaspar implantou esta semana a famigerada reforma administrativa.

A decisão ímpar de rompimento da concessão do transporte coletivo em Blumenau abriu os olhos de muitas pessoas para os problemas e deficiências do serviço oferecido em todos os municípios.

A paralisação de obras executadas pelos governos de esferas municipal, estadual e federal é um mal que assola o Brasil há décadas e simboliza o atraso político, econômico e social do país.

Óbitos providos de acidentes de trabalho registrados em Gaspar e Ilhota causaram impacto na população das cidades devido à morte repentina das vítimas.

Segundo reportagem do jornal Cruzeiro do Vale, um estudo de tráfego para Gaspar elaborado por um especialista permanece parado na Diretoria de Trânsito, Ditran, desde maio de 2014.