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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

O orçamento de Gaspar continua sendo uma peça de ficção no atual governo. Despesa estoura de 2019 e receita dependeu de recursos externos e financiamentos

23/01/2020

A má propaganda I

Não vou repetir o que escrevi e detalhei na coluna de três de janeiro de 2019 sobre as contas do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP. É um copia e cola que lava a minha alma outra vez sobre tudo o que escrevi durante o ano passado e fui perseguido por apenas esclarecer. Devido à falta de espaço físico aqui, reproduzo apenas o título daquela coluna. Ele é o resumo: Gaspar arrecada bem menos do que o projetado no orçamento para 2018. Um jogo contábil faz despesa ficar dentro dos limites. Sobra de caixa é criatividade”. Mudem então 2018 por 2019 e tudo piora. E ninguém pode falar que a culpa é do ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, o qual delegou um Orçamento amarrado para Kleber administrar. O de 2019 já é todo ele montado pela atual administração. No papel, as receitas reais chegaram a R$234,9 milhões; no caixa, de verdade, só pingou R$221,6 milhões – sendo R$153,9 milhões de transferências (união e estado); gerado aqui, R$ 39 milhões de impostos, R$9,4 milhões em taxas, R$17,3 milhões em serviços e R$8 milhões em “outras” receitas para um orçado de R$256,8 milhões. É fácil concluir que sobraram números para embaralhar discursos de gestão eficiente e o quase permanente Refis. Faltou, de verdade, dinheiro. E não foi pouco!

A má propaganda I

Já no outro lado, o orçado das despesas em R$256,8 milhões foi afogado pela assustadora cifra consolidada de R$317 milhões (receitas reais R$ 221,6 milhões). Dos empenhados R$261,4 milhões durante o exercício, só R$221,2 milhões foram pagos; coincidentemente com o que está entre parênteses sobre as receitas de verdade. A diferença está embarrigada para ser quitada neste ano e vai comer parte da receita, ficcionalmente, outra vez, aprovada na Câmara, de R$296 milhões para 2020. E a diferença para cobrir os R$317 milhões? Vem em parte pelos R$140 milhões em empréstimos aprovados pela Câmara. Despesas, inchamento (como o PL 64/2019, e o polêmico PLC 17/2019 aprovados pela Câmara e detalhados nas colunas de sexta e segunda-feira) e empréstimos, vão parar Gaspar em pouco tempo, se não houver, de verdade, um aumento de receitas próprias com atração de investimentos limpos e com mais valor agregado, ou até, com mais transferências. Estas poderão ocorrer diante de um novo pacto federativo e até via a reforma tributária. Porque enxugar a máquina que tornou a prefeitura um cabideiro para composição política, criar produtividade, quebrar privilégios, isso o governo Kleber não fez e não fará, ainda mais neste ano em que tenta a reeleição.

A má propaganda III

Mas o que chama mais a atenção? As três áreas as quais concentram os maiores gastos, ou investimentos da prefeitura na cidade e aos seus cidadãos. Na ponta do lápis, no custo-benefício é a pior imagem e percepção. Consequentemente, o retorno e reconhecimento para o político e um governo que querem continuar no poder de plantão são fatores bem complicados. A área de projetos e obras exigiu recursos de R$89,7 milhões (dos R$72,2 milhões orçados). Nesta área sobram dúvidas, atrasos e confusões a tal ponto que o governo está enfrentando uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara contra a drenagem feita pelo Samae (e que cujos recursos dele nem estão neste total de R$89,7, milhões) bem como à re-pavimentação em que correram com a Engeplan da obra. E dizer que tudo começou errado já ao retirar os paralelepípedos da rua, um bem público. Estavam enterrando-os no lixo. Complicado!

A má propaganda IV

E este não é o único ponto fora da curva neste custo-benefício que contribuiu decisivamente para o retorno negativo à imagem do governo Kleber, Luiz Carlos e do prefeito de fato, o ex-coordenador de campanha, presidente do MDB, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, cuja área gerenciou na própria pasta, R$30,5 milhões de despesas e investimentos. A Saúde de Gaspar – onde já esteve Carlos Roberto Pereira em 2018 - em 2019 consumiu R$57,5 milhões contra um orçamento de R$43,4 milhões (quase R$52 milhões estão previstos para 2020). É preciso ir mais adiante para mostrar que é muito dinheiro para muita reclamação e insatisfação da população? Apostou-se erradamente no Hospital – que ninguém sabe quem é o dono – e faltou assistência básica nos postinhos dos bairros onde as queixas se acumulam. E o que falar da Educação? Ela gastou R$69,8 milhões contra um orçamento R$60,8 milhões (R$64 milhões para este ano), mas só conseguiu diminuir a filas nas creches criando o meio-período. Contra-turno, período integral ou até ensino bilíngue, passaram longe do ensino básico e fundamental. Onde se avançou? Na terceirização da merenda. Mas, por outra razão: negócios. Atrair faculdades quando não se cuida do básico?

A má propaganda V

E o que falar do Samae, do mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato e do PP? Eles são parte ponderável deste custo-benefício negativo político e de imagem para o governo de Kleber, Luiz Carlos e Carlos Roberto. Com um orçamento de R$23,1 milhões, o Samae gastou e investiu R$28,3 milhões. Ampliou a capacidade de armazenamento de água tratada, mas está faltando o produto e rede para distribui-la. E neste fim-de-ano com parte dos gasparenses fora da cidade, restou culpar São Pedro e pedir economia de água. Vergonha! Por outro lado, para aliviar o caixa da prefeitura e usando recursos que dizia sobrar na autarquia por exemplar gestão, mas que deveriam estar em investimentos dela, o Samae de Melato se meteu em fazer aquilo que não sabia: a drenagem e limpeza de valas. Um fiasco que deu em CPI. E precisava isso? O verdadeiro fiasco do Samae, o que constrói o futuro, que é eficiente e que avança, como insiste a propaganda de Kleber, fica por conta da falta de coleta e tratamento de esgoto. Em três anos, a autarquia e o seu presidente não tiveram à capacidade para tocar um projeto com verba federal já disponível. O Rio Itajaí Açú, sob a complacência do Ministério Público, tornou-se a latrina dos gasparenses. O MP gerencia uma Termo de Ajustamento de Conduta desde o tempo do primeiro mandato de Zuchi. Acorda, Gaspar!

 

TRAPICHE

Impagável. Há um mês corria nas redes sociais e aplicativo de mensagens – e eu fui o único a registrar uma pequena nota aqui, um filmete da realidade gasparense que todos enxergam, menos os poderosos.

Nele, uma árvore de Natal, grande, cara e ricamente decorada por especialista, era levada por um puxa-saco do poder de plantão, na caçamba de uma pick-up, desafiando as leis de trânsito e à segurança pessoal do segurador de árvores. Destino devidamente comprovado: à casa de um dos plantonistas do poder.

O flagrante desmascarou quatro verdades: a primeira de que não adianta mais surtar, emparedar ou comprar o silêncio da imprensa. Um simples smartphone faz prova e entrega o crime ao mundo todo. Provas irrefutáveis. Desnecessárias as explicações. Ninguém acredita diante das provas, mesmo se absolvido pela Justiça hoje feita para os poderosos.

Desmascarou-se o infrator da lei do trânsito, à dúvida sobre a intenção na reciprocidade do presente tão generoso e à razão pela qual puxa-saco não possui credibilidade para ser o porta-voz do poder de plantão, ou o demoralizado a questionar os que desvendam erros e dúvidas. É uma marca da uma fama e de anos que a cidade inteira conhece.

O que eu não tinha ainda registrado para os meus leitores e leitoras? É que a árvore foi devolvida poucas horas depois da entrega. E por que? Diante da intensa repercussão negativa perante a cidade e os cidadãos que fizeram do fato um hit nas redes e aplicativos de mensagens.

Enquanto culpa uma suposta imprensa, esta cena do filmete, e outras, vão ser os verdadeiros fantasmas do poder de plantão nas redes sociais e aplicativos de mensagens durante a campanha eleitoral.

Elas vão ajudar nas escolhas no pleito eleitoral em Gaspar. O que é impagável, afinal? O puxa-saco de plantão, pela estultice, é de fato e imprudência, o algoz impiedoso do poderoso que adula. Acorda, Gaspar!

 

Edição 1935

Comentários

Miguel José Teixeira
24/01/2020 14:26
Senhores,

Onde há fumaça há fogo?

Eis o prontuário policial do mais cotado para o futuro Ministério da Segurança Pública, caso Bolsonaro decida recriá-lo:

"Situação jurídica de Fraga deve ser decidida em fevereiro.

- Pendurado politicamente por uma condenação por concussão ?" exigir vantagem em função do cargo ?" o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) pode ser liberado em breve. A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) vai julgar em fevereiro a apelação contra condenação a seis anos e oito meses de prisão em regime semiaberto pela cobrança de R$ 350 mil de uma cooperativa de transporte para liberar a circulação de micro-ônibus quando era secretário de Transportes. O relator do recurso, desembargador Roberval Belinati, vai apresentar seu voto na sessão de 10 de fevereiro. O processo, então, será distribuído para um revisor que deve incluí-lo na pauta no próximo mês. O resultado desse julgamento é fundamental para o destino de Fraga. Ele é cotado para assumir um cargo no governo de Jair Bolsonaro se conseguir a absolvição.

Confiante.

Fraga aposta alto na nova absolvição. No ano passado, na mesma 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF, o ex-deputado teve uma condenação derrubada em contexto semelhante por unanimidade. A sentença envolve fatos parecidos: a cobrança de propina de cooperativas de transporte e as provas apresentadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) são baseadas em depoimentos. As duas condenações foram proferidas pelo juiz Fábio Esteves, presidente da Associação dos Magistrados do DF (Amagis-DF). Também no TJDFT, Fraga conseguiu rever uma outra condenação por posse ilegal de arma e de munição de uso restrito.

Voto fundamental.

Neste novo recurso, a posição do relator, Roberval Belinati, é fundamental. Como então presidente da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF, ele não participou do julgamento que absolveu Alberto Fraga.

Padrinho de Aras

Se a expectativa de Fraga se confirmar, crescem as possibilidades de ele assumir um cargo. Possivelmente o Ministério da Segurança Pública, hoje sob a responsabilidade do ex-juiz Sergio Moro. Fraga já demonstrou força com o presidente Jair Bolsonaro, ao conseguir emplacar nada menos do que o procurador-geral da República, Augusto Aras. Mas será muito poder para Fraga comandar a Polícia Federal e apadrinhar o chefe do Ministério Público Federal.

Disputa de candidatos.

O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF), que tem liderado o movimento pela recriação do Ministério da Segurança Pública, não deve estar nada satisfeito com a possibilidade de ascensão de Alberto Fraga, seu adversário na campanha eleitoral de 2018. O emedebista tem um outro candidato para a vaga, caso Bolsonaro realmente decida tirar poder de Sergio Moro: o delegado da Polícia Federal Anderson Torres, seu secretário de Segurança Pública, que tem uma ótima relação com os filhos do presidente. Anderson chegou a ser cotado para assumir a direção-geral da Polícia Federal no lugar de Maurício Valeixo, nomeado por Moro. Nem precisa dizer que há um embate aí.

O fator Moro.

Sergio Moro vai aceitar perder a área de segurança pública e o comando da Polícia Federal para se tornar um ministro da Justiça sem poder? A reação do ex-juiz que conta com popularidade alta e o apoio dos militares no governo pode ser impeditivo para a cisão na pasta. Moro já perdeu muito: o Coaf, medidas fundamentais do pacote anticrime e evita criticar integrantes do governo envolvidos em corrupção. Será uma surpresa se aceitar permanecer no cargo com ainda menos poder. Fora do governo, Moro vira uma liderança de oposição.

Só papos.

"O fim do ministério, no início do governo Bolsonaro, foi um erro do próprio governo.
Um governo que foi eleito om a pauta da segurança pública acabar com o ministério
que foi enfim criado no governo de Michel Temer, que é umas agendas prioritárias
da sociedade, foi uma sinalização ruim para o próprio governo" (Rodrigo Maia (DEM-RJ),
presidente da Câmara dos Deputados)

"Em nenhum momento, o presidente disse apoiar tal iniciativa. Apenas, educadamente,
disse que enviaria a seus ministros, para estudo, entre eles o ministro Sergio Moro" (General Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República)"

Fonte: Correio Braziliense, hoje, Eixo Capital, Cidades

Herculano
24/01/2020 11:14
ALÉM DA AMAZôNIA. OS GRINGOS NÃO ENTENDEM NADA DE AGRONEGóCIO E QUEREM DAR PITACO, por J.R. Guzzo, no site Gazeta do Povo PR
Você já viu, pelo menos em fotos, um pé de soja plantado no estado do Paraná? Já viu um pé de milho? Melhor ainda: é possível fazer uma viagem de 50 quilômetros entre a maioria das cidades paranaenses, ou qualquer delas, sem ver a terra plenamente ocupada por lavouras de alguma coisa aproveitável para a alimentação? Pois então fique sabendo: isso que você pode ver todos os dias, e viu durante toda a sua vida, é um segredo fechado a 777 chaves para todo o sujeito que viva hoje num país de primeiro mundo.

Na Europa, nos Estados Unidos e nas outras franjas desenvolvidas que sobram do resto do planeta Terra, as pessoas estão convencidas que toda a agricultura e a produção de carnes do Brasil são feitas na Amazônia - que, aliás, está "ardendo em chamas", como garantiu o presidente da França, Emmanuel Macron. Estão tocando fogo na floresta, acham eles todos, porque os brasileiros precisam de mais terra ainda para plantar mais, criar mais boi, mais porco e mais frango, e ganhar mais dinheiro.

Para piorar, há também a certeza, no mundo que se tem por "civilizado", que toda a agropecuária brasileira só se tornou a primeira maior do planeta (junto com a americana) porque, além de queimar sua mata virgem, usa "agrotóxicos". Além de nunca ter lhes ocorrido que dentro dos 8,5 milhões de km² do Brasil exista algum tipo de atividade rural fora da Amazônia, estão certos de que até hoje os brasileiros não conhecem a existência do trator, da irrigação e da agronomia.

Nunca ouviram falar em genética, tecnologia, satélites, GPS, meteorologia, veterinária, manejo de solo, colheitadeiras - enfim, não têm ideia do que sejam tecnologia ou produtividade. Com essa vida de treva, só sabem produzir soterrando a "Amazônia" com venenos químicos "banidos" na Europa e nos Estados Unidos. Conclusão: somos um país atrasado demais para termos fazendas ("fazendas aqui, florestas lá", é o grande lema ambientalista do momento) e o agronegócio brasileiro é uma ameaça para o mundo.

Dentro de tal visão das coisas, o Paraná, por exemplo, simplesmente não pode existir. Mas há provas materiais de que o Paraná existe, sim - e aí, como se explica um negócio desses? Bastaria a visita de um comitê qualquer de autoridades confiáveis do primeiro mundo, e mais uma duas ou três horas de leitura séria, para se chegar à conclusão de que existe algo profundamente errado com todos os fenômenos descritos acima.

O comitê e os leitores iriam descobrir, então, que o Paraná, com 200.000 quilômetros quadrados de extensão, e a 3.000 quilômetros de distância da Amazônia, é um dos maiores centros agrícolas do mundo. Na safra de verão de 2019, e na safra de outono/inverno 2019-2020, deverá produzir cerca de 40 milhões de toneladas de grãos - mais de 15% do total colhido pelo Brasil, o maior produtor agrícola da Terra, com 240 milhões de toneladas. É um aumento de quase 30% sobre a colheita anterior - e praticamente na mesma área plantada O nome disso é produtividade.

O Paraná, sozinho, tem o tamanho de cinco Holandas, ou de 60% de uma Alemanha inteira - não é razoável, assim, que seja integralmente desconhecido nas nações mais cultas do sistema solar. Mas o que é razoável, hoje em dia, na militância ambiental que envolve não apenas gente de bom coração, mas governos, organizações internacionais, ONGs bem financiadas, universidades, empresas com interesses econômicos de porte mundial? Nada é razoável nesse bioma.

É possível saber com um mínimo de esforço (e muita gente sabe) que 70% de toda a produção do campo no Brasil vem de quatro Estados - Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, sendo que o Paraná, especificamente, ocupa 10% da área cultivada em todo o país. O que a Amazônia tem a ver com isso? Nada, salvo o fato de que uma parte do Mato Grosso pertence à "Amazônia Legal" - uma invenção burocrática que nada tem a ver com a ciência geográfica, e sim com truques fiscais para se pagar menos imposto.

A ignorância divide-se basicamente em duas modalidades: a involuntária e a voluntária. A primeira é a que leva o cidadão comum dos países ricos, mesmo os de boa formação cultural, a desconhecerem fatos rudimentares sobre o Brasil antes de darem suas opiniões a respeito de uma suposição realmente extraordinária: a de que a produção brasileira de alimentos não apenas é uma coisa do mal, mas um perigo para a segurança da humanidade. Ela é fruto, basicamente, da preguiça de pensar. Já a outra modalidade de ignorância, a voluntária, não tem nada de tolice ou desatenção dentro de si. Tem apenas má fé - e propósitos muito bem definidos."
Herculano
24/01/2020 08:52
UM PAÍS POUCO SÉRIO

Uma observação no twitter:

Um país que serve café, almoço, dois lanches e jantar para os presos; serve vinho importado e lagostas para os ministros do STF, mas que serve apenas uma bolacha com Ki-suco para uma criança na escola, não pode ser levado a sério!
Herculano
24/01/2020 08:50
A BRECHA E USOU A IMPRENSA COM CREDIBILIDADE- QUE ELE NÃO ACREDITA - PARA APAGAR O INCÊNDIO MAIS RAPIDAMENTE

de Vera Magalhães, do jornal O Estado de S. Paulo, no twitter:

Agora na GloboNews: Bolsonaro recua e desiste, por ora, de tirar segurança de Moro. Viu que perderia um ministro e ganharia um oponente em 2022. Segundo ele, ao chegar à Índia, chance de recriar pasta agora "é zero". Mas deixou a brecha para mais adiante
Herculano
24/01/2020 08:45
REPóRTER ESSO EM EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA, INFORMA: ARES DA ÍNDIA FAZ BOLSONARO VOLTAR ATRÁS NO DESEJO DE FRITAR E RIFAR SÉRGIO MORO PARA SATISFAZER O PT, PSOL, A ESQUERDA DO ATRASO, A BANDIDAGEM DE TODOS OS TIPOS E OS CORRUPTOS NO PODER (POLÍTICOS, EMPRESÁRIOS E GESTORES PÚBLICO). MAS, NO MOMENTO. JÁ AMANHÃ...


BOLSONARO: "ESTÁ DESCARTADO"


Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira, descartou a divisão do ministério de Sergio Moro, uma proposta que, ontem, ele havia prometido estudar:

"O Brasil está indo muito bem. Segurança pública, os números indicam que está indo no caminho certo, e a minha máxima é: em time que está ganhando não se mexe."

Ele acrescentou:

"Lógico que está descartado. Nem precisava responder. A chance no momento é zero. Está bom ou não? Está bom, né? Não sei amanhã. Na política, tudo muda, mas não há essa intenção de dividir. Não há essa intenção."

O estudo durou pouco.
Herculano
24/01/2020 06:12
POR NADA, BOLSONARO CRIA MUFUÁ NA DIREITA E RISCO DE DIFICULDADES POLÍTICAS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Presidente inventa crises do nada, um problema em ano parlamentar curto

O ano político nem começou, mas Jair Bolsonaro tomou a iniciativa de abrir a porteira para uma crise que até então pastava nas internas do governo. A ideia de recriar o Ministério da Segurança Pública animou o mafuá na direita, soltou a manada que quer atropelar Sergio Moro e explicitou a disputa pela polícia e pela espionagem federais.

Pode dar em nada ou apenas em uma avacalhada em Moro a fim de mostrar "quem é que manda". Seja como for, o sururu interno mostra como o governo cria tumultos quase de graça, que podem ser daninhos em um ano parlamentar curto, de eleição.

A filhocracia quer a Polícia Federal sob controle direto do Planalto e incrementar a espionagem. Carlos Bolsonaro, o 02, quer colocar o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, seu próximo, na direção da PF. Difícil que tenha sucesso, mas trata-se de parte de seu projeto de influenciar a comunicação, a polícia e a inteligência do governo.

Parece ridículo esse negócio de espionagem, de Abin ou o que mais inventarem, mas é um assunto real no Planalto. Já incomodou militares no início do governo e começa a incomodar de novo, se por mais não fosse porque o filho 02, Carlos, tem a capacidade de derrubar generais.

Outros amigos de Bolsonaro pai e gente da cozinha do Planalto querem levar Anderson Torres, secretário de Segurança do Distrito Federal, para o comando da PF. Torres quer o novo ministério.

Ministros do Planalto querem a PF e parte do ministério de Moro porque pretendem: 1) dar "agilidade" à política de segurança pública; 2) identificar o possível sucesso de tais políticas diretamente com Bolsonaro, sem deixar casquinha para Moro.

A esse respeito, convém notar que o secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira, é alguém que tenta colocar alguma ordem política, administrativa e jurídica nos assuntos do governo. É de confiança de Bolsonaro, uma raridade, tem parte na recriação do Ministério da Segurança e, decididamente, na mudança da direção da Polícia Federal.

O bolsonarismo parlamentar rachou com a crise do PSL. Os pesselistas remanescentes são moristas. A tropa parlamentar que ficou com Bolsonaro, muitos líderes da bancada da bala e os amigos policiais do presidente querem recriar e ocupar a Segurança Pública.

Pelo menos um ministro que trabalha no Planalto diz que Bolsonaro não deu sinal de que vá tomar decisão alguma, mas "deixou que o debate fosse reaberto". Pode dar um cala-boca geral a qualquer momento.

Como está óbvio, trata-se de disputa de cargos, de prestígio político e de cálculo eleitoral (evitar proeminência ainda maior de Moro). Em tese, é política politiqueira ou palaciana de costume. Porém, desembestadas, como agora, tais crises criam desafetos e divisões daninhas em demasia. Não é boa ideia para um governo sem articulação parlamentar.

Entre março e julho, parte do governo pretende aprovar as emendas constitucionais que cortam gastos a fundo, mexendo com servidores. Quer aprovar alguma reforma tributária e até mexer em imposto que vai deixar fula a indústria de comida e bebida. É pouco tempo.

Quer fazer tudo isso enquanto as milícias digitais batem em Rodrigo Maia, que, por sua vez, continua podando asinhas várias do governo.

Maia tem seu programa, que é o da elite econômica e, sem mais, não vai criar problema. Mas não é prudente forçar a amizade e, de resto, Maia é liderança parlamentar, não dono de rebanho. Se os humores mudam, ele não pode fazer grande coisa.
Herculano
24/01/2020 06:08
GOVERNO PREPARA NOVO PLANO PARA SE COMUNICAR MELHOR, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Este ano de 2020 pode marcar uma virada na política de comunicação do governo Jair Bolsonaro, na "guerra de narrativas" que virou rotina no dia-a-dia. Será implantado um plano envolvendo todos os ministérios, sob coordenação do Palácio do Planalto, para comunicar melhor as ações do governo. O presidente promete se engajar nisso, evitando por exemplo suas coletivas improvisadas "na grade", à saída do Alvorada ou na chegada ao trabalho. Mas poucos acreditam que ele fará isso.

WAJNGARTEN NO COMANDO

A tentativa de coordenação das ações de comunicação do governo são capitaneadas pelo chefe da Secom, Fábio Wajngarten.

MÍDIA SOCIAL NÃO BASTA

O desafio do secretário de Comunicação será convencer Bolsonaro & filhos que só usar redes sociais não ganha a tal "guerra da narrativa".

ESTA É MINHA PRAIA

Com quase três décadas de embates com jornalistas, Bolsonaro não reconhece em ninguém autoridade para lhe dar lições sobre o tema.

VAI DAR TRABALHO

Certa vez, Bolsonaro respondeu a uma ponderação do general Augusto Heleno: "O sr. entende de estratégia militar, de política entendo eu".

PROJETO DE REFORMA DO TEATRO NACIONAL JÁ INCLUÍA SUPERFATURAMENTO

Ainda não começou a reforma do Teatro Nacional de Brasília, fechado há seis anos, porque governo teve de refazer o projeto. Elaborado em gestão anterior, o projeto favorecia o superfaturamento da futura obra, segundo explicou o governador Ibaneis Rocha (MDB). Assim, os R$33 milhões que seriam gastos na reforma parcial prevista no projeto original, agora serão suficientes para realizar a maior parte.

CHAMEM A POLÍCIA

O projeto original de reforma do Teatro Nacional previa gastos espantosos de R$240 milhões.

PROJETO ESTATIZADO

A empresa pública Novacap é que está preparando o projeto básico da restauração do Teatro Nacional. A licitação sairá até o fim de fevereiro.

DINHEIRO GARANTIDO

Ibaneis conseguiu os R$33 milhões no Fundo de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça. A iniciativa privada deve bancar o que faltar.

JÁ DEU

Ao vetar o batismo de uma praça com o nome de Marielle Franco, o governador do DF, Ibaneis Rocha, acabou mostrando a diferença entre opinião publicada e opinião pública. A enquete de uma rádio inconformada com o veto mostrou que o apoio à decisão foi de 70%.

FESTA NO PLANALTO

É indisfarçável o entusiasmo no Palácio do Planalto com a chegada de Regina Duarte ao governo. Está combinado que sua nomeação e posse (muito festiva) ocorrerá após o retorno dele da visita a Índia.

PARA EVITAR CIRCO MIDIÁTICO

A nova lei anticrime reforça a impossibilidade de levantamento do sigilo dos depoimentos de delação premiada até o recebimento da denúncia pela Justiça. O juiz fica proibido de dar publicidade a acordos.

LIBERAÇÃO PARADA NA JUSTIÇA

Há quase dois anos está na Justiça uma ação da Defensoria Pública de Alagoas para autorizar a venda direta de etanol de produtores a postos de combustíveis. Hoje a "agência reguladora" ANP proíbe a venda direta para beneficiar os distribuidores, encarecendo o preço final.

IMPORTANTE VIAGEM

Durante a sua viagem à Índia, o presidente Jair Bolsonaro deve assinar até uma dúzia de acordos e termos de cooperação entre os países, principalmente nas áreas de tecnologia, saúde e energia.

SEM HISTERIA

A Lei nº 7.716 de 5 de janeiro de 1989 define crimes de preconceito de raça ou cor. Também consta na lei previsão de reclusão de 1 a 3 anos para quem distribuir ou veicular qualquer tipo de propaganda ou símbolo, incluindo a suástica, com o intuito de divulgação do nazismo.

INTERFERÊNCIA LULISTA

Após a Lavagem do Bonfim, início não-oficial da campanha eleitoral em Salvador, o PT da Bahia continua embolado com pré-candidatos pela Prefeitura, incluindo Vilma Reis, Fabya Reis, Robinson Almeida, Juca Ferreira e Moisés Rocha. O PT nacional está atento e vai interferir.

SIGNIFICATIVO NÃO É

O CEO da chinesa Huawei afirmou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que "não será significativo" o impacto das medidas dos EUA contra a empresa. Disse que "aprenderam muito" com os americanos.

PENSANDO BEM...

...o coronavírus já trabalhou mais em 2020 que o Congresso brasileiro.
Herculano
24/01/2020 05:55
GOVERNO CONCLUI RESPOSTA AO PEDIDO DE IMPEACHMENT DE MOISÉS E VAI PEDIR ARQUIVAMENTO, por Upiara Boschi, no NSC Total, Florianópolis SC

Já está pronta a resposta do governo do Estado aos questionamentos que integram o pedido de impeachment do governador Carlos Moisés (PSL), da vice-governadora Daniela Reinehr (PSL/Aliança) e do secretário Jorge Tasca, da Administração. A defesa será entregue pessoalmente pelo secretário da Casa Civil, Douglas Borba (PSL) ao presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), na próxima segunda-feira - uma semana antes do prazo regimental de 15 dias para protocolar peça.

No encontro, o secretário vai pedir ao presidente do parlamento estadual que proceda o arquivamento do pedido de impeachment após a análise da contra-argumentação apresentada. O regimento da Assembleia prevê a abertura de comissão especial composta por nove deputados para analisar o caso 15 dias após o recebimento da defesa, deflagrando o processo de impeachment.

Na resposta, a Casa Civil rebate os argumentos do defensor público Ralf Zimmer, autor de pedido de impeachment, de que houve crime de responsabilidade na equiparação salarial concedida aos procuradores do Estado em relação ao mesmo cargo na Assembleia Legislativa - que elevou os vencimentos da categoria de R$ 33 mil para 35 mil.

A defesa mantém a posição de que o aumento não foi uma decisão administrativa, mas mero cumprimento de decisão judicial. Para isso, busca refutar os argumentos de Ralf Zimmer que questionam a aplicação atual de um mandado de segurança concedido pelo Tribunal de Justiça em 2004 à Associação dos Procuradores do Estado de Santa Catarina (Aproesc) garantindo a equiparação. Zimmer argumenta que o mandado não teria eficácia por causa de decisões posteriores do Superior Tribunal de Justiça e do próprio TJ-SC, além de alegar que só poderia beneficiar os integrantes da Aproesc em 2004 e não toda a categoria.

A Casa Civil inclui na defesa um despacho do desembargador Pedro Manoel Abreu no dia 10 de janeiro deste ano em que ele intima o Estado a informar o prazo em que fará o pagamento retroativo da diferença salarial do período em que não foi feita a equiparação entre os procuradores. Na avaliação do governo, a peça reforça a validade do mandado de segurança de 2004.
Apesar do apelo que Borba deve fazer a Júlio Garcia para que o pedido de impeachment seja arquivado sem a abertura da comissão especial, é pouco provável que o pedido seja atendido. O regimento da Alesc - ao contrário da Câmara dos Deputados - não prevê essa prerrogativa ao presidente do Legislativo. Nos bastidores, aliados e adversários do governador Moisés já fazem as contas sobre quem terá maioria na comissão.
Herculano
24/01/2020 05:50
BOLSONARO E MORO NUNCA ESTIVERAM TÃO PRóXIMOS DE UM CURTO CIRCUITO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Presidente tenta atordoar personagem que enxerga como ameaça, mas pode irritar sua base

Jair Bolsonaro e Sergio Moro nunca estiveram tão próximos de um curto-circuito político. Apesar das eventuais homenagens de um e das recorrentes mesuras de outro, presidente e ministro parecem cada vez mais dispostos a mergulhar numa disputa de poder inevitável.

Ainda que tenha sido divulgada apenas como uma ideia em estudo, a redução dos atributos de Moro com a possível recriação do Ministério da Segurança mostra que Bolsonaro está disposto a enfrentar o integrante mais popular de seu governo.

O presidente faz questão de turbinar a propaganda oficial que ostenta as estatísticas de redução de crimes violentos, mas indicou claramente que poderia tirar esse brinquedo das mãos do subordinado.

Empacado na pauta anticorrupção (sabotada pelo presidente, aliás), Moro abraçou a bandeira da segurança. Bolsonaro poderia ter dito apenas que as coisas vão bem. Preferiu participar ativamente das discussões e dar combustível ao plano encampado por secretários estaduais.

Embora o ministro seja considerado intocável por parte considerável da base bolsonarista, o presidente não demonstrou nenhum receio em contrariá-lo. "Lógico que o Moro deve ser contra", antecipou-se.

Desde que Moro disse "sim" e entrou no governo, Bolsonaro insiste em dar sinais de que é o dono do passe do subordinado. Disse haver um compromisso para indicar o ministro à primeira vaga aberta no STF em seu governo, mas recuou. Depois, tascou um "quem manda sou eu" ao ameaçar demitir o chefe da Polícia Federal, atropelando o auxiliar.

O presidente quer manter Moro na rédea curta. Ora sinaliza que o ex-juiz seria um vice dos sonhos em 2022, ora indica que ele pode ser seu sucessor em 2026, mas dá outros recados quando o ministro demonstra estar confortável no mundo político.

Bolsonaro age para atordoar um personagem que o ameaça, mas esses choques também desgastam sua imagem entre os seguidores de Moro. Se o ministro decidir enfrentar o chefe, o presidente terá problemas.
Herculano
24/01/2020 05:35
VAMOS DESENHAR E RESUMIR TUDO

A SEPARAÇÃO DA SEGURANÇA NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DE SÉRGIO MORO É LEVADA EM NOME DE UMA MAIORIA DE SECRETÁRIOS DE OPOSIÇÃO AO PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO, SEM PARTIDO, EM REUNIÃO EM BRASÍLIA PELO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO PT DA BAHIA , EXATAMENTE O PARTIDO CRIADOR DA LAVA JATO E QUE PATROCINOU A MAIOR CORRUPÇÃO JÁ VISTA NO BRASIL?

E O PRESIDENTE BOLSONARO, QUE PROMETEU COMBATER SEM RTRÉGUAS A CORRUPÇÃO RESOLVEU ACEITAR A IDEIA, DEPOIS DE CONVIDAR E TER O HOMEM SÍMBOLO DO COMBATE A CORRUPÇÃO NO SEU GOVERNO NOMEANDO COMO SEU MINISTRO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA, SÉRGIO MORO, EX-JUIZ DA FORÇA TAREFA DA LAVA JATO EM CURITIBA PR? E FAZ ISSO PELAS COSTAS, NUMA REUNIÃO ONDE SÉRGIO MORO NÃO ESTAVA PRESENTE?

DIAS ANTES, OUTRA FACADA PELAS COSTAS. CONTRA A ORIENTAÇÃO DE SÉRGIO MORO, BOLSONARO NÃO VETA O JUIZ DE GARANTIAS PROPOSTO POR MARCELO FREIXO, DO PSOL FLUMINENSE - UM ESTADO FALIDO E BANDIDO - FACÇõES, TRAFICÂNCIA E MILICIANOS - DE ONDE VEM O PRESIDENTE - PARTIDO? O PSOL É O QUE MAIS CONDENA BOLSONARO, LIGA-O AO EXTERMÍNIO DA VEREADORA MARIELE; É RADICAL DA ESQUERDA DO ATRASO NO BRASIL?

QUEM MESMO ORIENTA MORO, SE NÃO OS FILHOS DOIDOS E ATÉ O SENADOR FLÁVIO ENVOLVIDO EM SÉRIAS DÚVIDAS DE LAVAGEM DE DINHEIRO? WAKE UP BRASIL!
Herculano
24/01/2020 05:22
BOLSONARO NÃO ENTENDEU QUE, COM A ECONOMIA SE ENCAMINHANDO LENTAMENTE PARA A RETOMADA DA NORMALIDADE MÍNIMA, OS EMPREGOS FORMAIS I INFORMAIS VOLTANDO MENOS DO QUE O ESPERADO, MAS VOLTANDO, A SEGURANÇA SE TORNOU UM FATOR DE ESTABILIDADE DO CIDADÃO E QUE ELA NÃO PODE SER USADA COMO AÇÃO POLÍTICA OU PARA A PROTEÇÃO DE BANDIDOS ENDINHEIRADOS NA NARCOTRAFICÂNCIA, NOS PARTIDOS POLÍTICOS, NAS INSTITUIÇõES - ENTRE ELES A JUSTIÇA - E DOS óRGÃOS PÚBLICOS, ESTE TRÊS ÚLTIMOS, SUSTENTADOS PELOS PESADOS IMPOSTOS DOS BRASILEIROS E O PRIMEIRO, QUE NADA CONTRIBUI PARA O ESTADO QUANDO NÃO IMPõE A SUA PRoPRIA REGRA E JUSTIÇA À SOCIEDADE

WAKE UP, BRAZIL! OUTUBRO ESTÁ CHEGANDO E BOLSONARO PODERÁ TER SINALIZAÇõES CLARAS NAS URNAS DESSA INSATISFAÇÃO POPULAR E O ENDEUSAMENTO DE SÉRGIO MORO BEM ANTES DA HORA
Herculano
23/01/2020 22:08
da série: não foi fake news, não foi a imprensa quem inventou, o governo sentiu o bafo da imprensa e ensaiou um recuo, destampou a chaleira... mas até quando?

GENERAL HELENO AFASTA RECRIAÇÃO DE MINISTÉRIO NA TENTATIVA DE ENFRAQUECER

Proposta é de secretários estaduais

'Presidente não disse que apoia'

Governo estuda possibilidades


Conteúdo do Poder 360.O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, negou nesta 5ª feira (23.jan.2020), por meio do Twitter, que o governo do presidente Jair Bolsonaro tenha a intenção de "enfraquecer" o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a partir da eventual recriação do Ministério da Segurança.

Heleno disse ser mentira que a possível volta da pasta seja "de interesse" de Bolsonaro e reclamou de supostas tentativas de se criar conflitos entre Bolsonaro e Moro.

"O mesmo já aconteceu quando o Congresso passou o Coaf da Justiça para o Banco Central. Os mesmos que, hoje, mentem ser de interesse do Presidente recriar a Segurança, acusaram o mesmo de enfraquecer Moro no caso Coaf", escreveu Heleno.
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Segundo o ministro, a proposta de desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública ainda está em estudo pelo governo. A medida foi sugerida por representantes de secretarias estaduais de Segurança que se encontraram com Bolsonaro nessa 4ª feira (22.jan.2020), no Palácio do Planalto.

"Em nenhum momento o presidente disse apoiar tal iniciativa. Apenas, educadamente, disse que enviaria a seus ministros, para estudo, entre eles o ministro Sergio Moro", disse.

"O que alguns não entendem é que o presidente é o capitão do time, ele escalou seus 22 ministros. As decisões são tomadas, ouvindo os ministros, mas cabe a ele, como comandante, dar a palavra final, mesmo que isso contrarie alguns dos seus assessores ou eleitores", afirmou.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que "é lógico que o [ministro Sergio] Moro deve ser contra" a medida. No entanto, não voltou atrás. Manteve o discurso de que pensará na possibilidade.

"É comum eu receber demanda de toda a sociedade e ontem eles [representantes das secretarias de Segurança] pediram a possibilidade de recriar o Ministério da Segurança. Isso vai ser estudado, é estudado com o Moro? É lógico que o Moro deve ser contra. Mas é estudado com os demais ministros. Rodrigo Maia é a favor também da Segurança", disse o presidente.
Herculano
23/01/2020 22:01
TRANSFORMADOR

De Mário Sabino, editor da Revista Eletrônica Crusoé, no twitter:

Bolsonaro tem uma capacidade extraordinária de transformar aliados em inimigos.
Herculano
23/01/2020 21:59
FRIGIDEIRA PODE SER PLATAFORMA DE MORO PARA 2022, por Josias de Souza

Quem acredita piamente em Jair Bolsonaro perde o direito de piar quando o presidente desmente a si mesmo. Longe dos refletores, Bolsonaro conversa sobre o desejo de promover ajustes no ministério desde o final do ano passado. Quando o tema chegou ao noticiário, ele declarou: "É fake news, tá ok?" A notícia era verdadeira, o presidente é que é meio fake. Ele diz uma coisa e pratica o contrário.

Vítima mais ilustre da dicotomia presidencial, Sergio Moro acreditou no chefe quando ele desmentiu, no final do ano passado, o plano de desmembrar a pasta da Justiça, transferindo a Segurança Pública para Alberto Fraga, um obscuro ex-deputado federal do DEM de Brasília. Agora, Bolsonaro admite em público o que apenas sussurrava à sombra.

Sergio Moro retorna à frigideira no final de uma semana que começou com uma entrevista na qual o ministro declarou que seu relacionamento com o presidente é excelente. Assombrações e fantasmas aparecem para quem acredita neles. Ou o ex-juiz da Lava Jato ergue a coluna vertebral ou se arrisca a comprometer, por excesso de submissão, o prestígio que lhe rende altos índices de popularidade.

Bolsonaro tem uma propensão para a teatralidade. Expressando-se numa linguagem rudimentar, ele acha que pode convencer as pessoas de qualquer coisa. Depois de incutir na alma de Sergio Moro a crença de que ele seria um superministro, o presidente avalia que a sociedade vai acreditar que a grande necessidade da segurança pública é a recriação de um ministério específico.

Bolsonaro talvez devesse duvidar um pouco de si mesmo. Além de empurrar o ex-juiz da Lava Jato para um projeto eleitoral em 2022, o presidente pode descobrir que, por melhor que seja o seu teatro, parte da plateia não está suficientemente ensaiada para fazer o papel de idiota.
Herculano
23/01/2020 21:53
PAULO NORBERTO KOERICH FOI UM DOS SETE SECRETÁRIOS DE SEGURANÇA DOS 22 ESTADOS BRASILEIROS QUE FOI CONTRA O ENFRAQUECIMENTO DE SÉRGIO MORO, NO DESMEMBRAMENTO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E O DA SEGURANÇA

PRESENTE NA REUNIÃO EM BRASÍLIA,POR SER O PRESIDENTE DO COLEGIADO DE SEGURANÇA DE SANTA CATARINA, O GASPARENSE ACOMPANHOU ATIVAMENTE A ARTICULAÇÃO TRAMADA NOS BASTIDORES PELO AMIGO DO PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO, SEM PARTIDO, O EX-DEPUTADO FEDERAL ALBERTO FRAGA, DEM-DF, E QUE FOI VERBALIZADA NA REUNIÃO COM O PRESIDENTE, PELO SECRETÁRIO DO GOVERNO PETISTA DA BAHIA, O SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DE LÁ, MAURÍCIO TELES BARBOSA.

TUDO FOI FEITO PELAS COSTAS E SEM A PRESENÇA DO MINISTRO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA, O EX-JUIZ SÉRGIO MORO.
COMO O FATO GANHOU RAPIDAMENTE FORTE REPERCUSSÃO NEGATIVA ENTRE OS APOIADORES DE BOLSONARO, O ASSUNTO FOI DEIXADO EM FERVURA BRANDA DEVIDO A VIAGEM DO PRESIDENTE PARA A ÍNDIA.

A NOVA SEMANA PROMETE. TRAIR E COÇAR E Só COMEÇAR. E JAIR MESSIAS BOLSONARO ESTÁ COM COCEIRAS FAZ TEMPO CONTRA A EFICÁCIA E BOA IMAGEM DE SÉRGIO MORO.

DEPOIS DE TIRAR SÉRGIO MORO DA OPERAÇÃO LAVA-JATO EM MEIO A UMA CARREIRA ESTÁVEL E BEM SUCEDIDA, BOLSONARO VEM QUEBRANDO O PACTO E PROMESSAS PÚBLICAS QUE FEZ COM O EX-JUIZ, TENTANDO DESGASTÁ-LO E ENFRAQUECÊ-LO, COMO SE FOSSE UM ATO COMBINADO COM A BANDIDAGEM QUE MORO PEGOU E JULGOU NO MAIOR EVENTO DE CORRUPÇÃO QUE SE TEM NOTÍCIA NO BRASIL
Herculano
23/01/2020 21:39
BOLSONARO ARTICULOU RECRIAÇÃO DE MINISTÉRIO QUE ESVAZIA PODER DE MORO

Ideia que reacendeu a fritura do ministro no governo não constava de reunião de secretários

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Igor Gielow. O pedido de recriação do Ministério da Segurança Pública foi articulado com o presidente Jair Bolsonaro antes de sua reunião com secretários estaduais da área, ocorrida na quarta (22) e que reacendeu o processo de fritura do ministro Sergio Moro.

O colegiado que reúne os secretários, o Conselho Nacional de Segurança Pública, tinha reunião marcada para as 9h da quarta, em Brasília. A recriação da pasta oriunda do governo Michel Temer (MDB) não constava da pauta.

Duas horas antes do encontro, o secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Gustavo Torres, foi recebido por Bolsonaro no Planalto.

Por volta das 11h, Torres informou o presidente do Conselho, o secretário baiano Maurício Teles Barbosa, que haveria a possibilidade de encontrar Bolsonaro naquela tarde e que o tema da reunião seria a recriação da pasta - que foi fundida à da Justiça, criando o superministério entregue a Moro pelo presidente.

Os secretários e seus representantes presentes estranharam, segundo o relato de três dos presentes. Foi feita uma votação, que registrou 11 votos a favor da confecção do pedido de recriação em carta, e 9 contrários.

Apesar do quase empate e de o fórum não estar completo, o encontro no Planalto ocorreu. Um dos argumentos entre os presentes é que o fórum havia pedido há um ano um encontro com Moro e não havia sido atendido ainda.

Isso não dirimiu divergências, contudo. Estados como São Paulo são contrários à divisão por considerar que ela dobraria algumas burocracias.

Com a ação transposta ao Planalto, mais sinalizações estranhas para o time de Moro. O ministro não foi chamado para a reunião, e oficialmente foi divulgado que ele faltou porque estava em um encontro sobre segurança cibernética com americanos.

O ex-juiz teve um encontro com Bolsonaro no Planalto às 11h30, mas o assunto da conversa não foi revelado.

Um representante da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) foi ao Planalto, mas não teve acesso ao encontro entre o presidente e o ministro. O órgão é quem coordena a interação das secretarias estaduais com o ministério de Moro.

Na reunião com os secretários, participaram Bolsonaro e os ministros Augusto Heleno (Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral).

O general da reserva Heleno negou, em uma postagem no Twitter, que a ideia de recriar a pasta da Segurança tenha partido do Palácio do Planalto.

A proposta de recriar o Ministério da Segurança Pública não é do Presidente Jair Bolsonaro, e sim da maioria dos Secretários de Segurança Estaduais, que estiveram em Brasília; nesse 22 de janeiro. Em nenhum momento, o Presidente disse apoiar tal iniciativa.

- General Heleno (@gen_heleno) January 23, 2020
"A proposta de recriar o Ministério da Segurança Pública não é do presidente Jair Bolsonaro, e sim da maioria dos secretários de Segurança estaduais", disse, completando que "em nenhum momento o presidente disse apoiar tal iniciativa".

O pivô do movimento foi o secretário Torres, um aliado fiel de Bolsonaro e cotado desde o ano passado para substituir o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A Folha o procurou, sem sucesso.

Torres é próximo ao ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), antigo companheiro de Bolsonaro em iniciativas da dita bancada da bala no Congresso, que segundo conhecidos acalenta o sonho de virar ministro da Segurança. Fraga é um crítico contumaz de Moro e é considerado uma das vozes do presidente no Congresso.

Conforme aliados do ex-juiz, a sinalização dada por Bolsonaro é de desgosto pelo desempenho do ministro em sua entrevista na segunda (20) ao programa Roda Viva (TV Cultura), na qual não teria sido enfático na defesa do chefe ante críticas de jornalistas.

Críticos do ministro no governo viram na entrevista a figura de um candidato a presidente, e não a de um servidor do governo ?"ou da "causa", como gostam de dizer bolsonaristas mais fiéis.

O flanco de ataque é o mesmo do ano passado, quando Moro quase foi demitido no segundo semestre. Bolsonaro ensaiou remover Valeixo e Moro se colocou frontalmente contra a ideia.

Agora, se o ministério for recriado, a Polícia Federal e outras estruturas automaticamente saem do controle do ex-juiz símbolo da Operação Lava Jato.

Isso tem implicações diversas. A PF acompanha direta ou indiretamente investigações politicamente sensíveis, como aquelas sobre o filho senador de Bolsonaro, Flávio (sem partido-RJ), ou a do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista.

Torres é visto com reserva na corporação, da qual se afastou há quase uma década - é delegado federal. Ele foi alvo de uma acusação, arquivada, de tortura numa operação policial.

Apoiadores de Moro consideram que o movimento atual pode simplesmente visar "dar um susto" no ministro, que se mantém como o integrante mais popular do governo, segundo o Datafolha.

Como o próprio ministro irá participar dos prometidos estudos sobre a cisão de sua pasta, é provável que ela só aconteça se houver uma ordem direta de Bolsonaro para tal.

ALTOS E BAIXOS DE SERGIO MORO NO GOVERNO BOLSONARO
Atritos

Ministério da Segurança?
Bolsonaro afirmou que pode recriar a pasta da Segurança Pública, que hoje integra o Ministério da Justiça. Com isso, a área sairia da alçada de Moro. O ministro, contudo, tem usado como principal vitrine da sua gestão a redução de homicídios, que foi iniciada no governo de Michel Temer (MDB)

Mensagens da Lava Jato
A divulgação de mensagens trocadas entre o então juiz da Lava Jato e procuradores da operação colocou em dúvida a imparcialidade de Moro como magistrado

Pacote anticrime
A lei sancionada por Bolsonaro foi um tanto diferente do projeto apresentado por Moro à Câmara no início de 2019. Foi removida pelo Legislativo, por exemplo, a ampliação das causas excludentes de ilicitude (que abria espaço para a isenção de agentes que cometessem excessos por "escusável medo, surpresa ou violenta emoção"). Das 38 sugestões de vetos que constavam em parecer do Ministério da Justiça enviado ao Planalto, cinco foram atendidas por Bolsonaro (uma de forma parcial). Uma das indicações ignoradas era o veto ao juiz das garantias, que divide a condução do processo penal entre dois magistrados

Fôlego
Popularidade e confiança
Moro tem melhor avaliação e mais credibilidade junto à população que Bolsonaro, segundo levantamentos do Datafolha. Na última pesquisa, realizada em dezembro, o ministro era aprovado por 53% dos entrevistados. No caso do presidente, o índice é de 30%

Prisão após 2ª intância
Após decisão do Supremo que barrou a execução antecipada da pena, o ministro tem liderado esforço no Congresso para criar nova legislação que permita a prisão de condenados em segunda instância

Apoio nas ruas?
Manifestações de rua têm sido convocadas desde a metade do ano em todo o país para demonstrar apoio ao ex-juiz e à Operação Lava Jato

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