Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

IDEB revela mais uma vez que fazer política com Educação é desastroso para o futuro de quem mais precisa de gestores responsáveis

24/09/2020

Quem revelou esta vergonha aos gasparenses, aos gestores públicos e aos seus professores foram os próprios alunos nos testes que fizeram 

Isto é uma vergonha! I

O IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica -, divulgado na semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacional (Inep), do Ministério da Educação, mostrou que a capacidade de absorver conteúdos e a resolutibilidade dos alunos nas escolas públicas municipais de Gaspar com eles, andou para trás no próprio governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, se comparado 2017 com 2019 ou pior: olhando para as metas compromissadas para o mesmo 2019. Não digam que professores, gestores pedagógicos e diretores de escolas não pressentiram isso! Outro desastre: quando se olha o ensino médio e que é de responsabilidade do governo do estado, a coisa ficou escandalosa. Inacreditável! É o futuro de crianças e adolescentes – vulneráveis pois economicamente não podem acessar o ensino privado - que estão comprometidos no conhecimento, na competitividade e na busca de empregos, inclusive os de simples sobrevivência. Vergonha é a palavra suave que expressa tudo isso. 

Isto é uma vergonha! II

São números. São constatações. São realidades. É um retrato. São resultados. É a verdadeira prestação de contas deficitária. É uma brutal discriminação dos políticos do poder de plantão contra pobres. Um alerta para reverter algo assustador. Esses números dizem que os gestores públicos e educadores falharam feio. São pedidos de socorro que não estão sendo ouvidos. Os políticos – agora em campanha para permanecerem no poder - estão fulos com os números que eles não podem manipular para a propaganda enganosa. Preferiam que fossem publicados só das eleições. Antes, como foi, atrapalham, vejam só, à falsa imagem marqueteira vencedora que venderam até aqui e que inunda as redes sociais oficiais e particulares dos obrigados a isso para recompensar as tetas públicas onde mamam. Estão fulos, porque mais uma vez estou, infelizmente, de alma lavada e o tempo foi senhor da razão. Falta de aviso e alertas que incluem à Saúde Pública e à Assistência Social, não foi. Os únicos prejudicados até aqui são próprios estudantes e não os políticos. São eles que estão sendo punidos pelos políticos. E tudo tende a piorar com estes sete meses de paralisação devido ao Covid-19. O IDEB de 2021 deverá será catastrófico se uma operação de guerra não começar exatamente hoje. E para isso é preciso liderança, capacidade e consciência cidadã. O que os gasparenses e os candidatos tem a dizer sobre isso? 

Isto é uma vergonha! III

Com estes números ficará mais difícil de me chamar de mentiroso, de me calar – inclusive com processos – como sempre se tentou até aqui para me intimidar e constranger. A meta de Gaspar para 2019 era de 6,2 para o 4º e o 5º ano do Ensino Fundamental: ficou em 6,1 enquanto a média catarinense foi de 6,5; ou seja, tem gente ensinando e aprendendo bem melhor em Santa Catarina. Já para as 8ª e 9ª séries, os estudantes gasparenses cravaram 4,8; mais uma vez abaixo da meta prometida por Gaspar que era de 5,8 e da média conseguida pelos estudantes catarinense de 5,1 em igual avaliação. Mas, nesta vergonha contra os nossos jovens à beira do ensino superior, nada supera o que aconteceu com o ensino médio em Gaspar e que é de responsabilidade do governo de Carlos Moisés da Silva, PSL, o que quando eleito, andou casando diretora não alinhada ideologicamente ao partido, tudo sob a máscara de erro administrativo. Gaspar que já teve 3,5 em 2017 e havia prometido como meta 3,8, “conseguiu” apenas 2,3 diante de uma média catarinense compromissada para ser 5,4, e que se apurou em 4,2. Como esses estudantes poderão alçar as universidades com tal pobreza de conhecimento? Isso não é orgulho para ninguém, desculpe-me, nem para os seus professores. Vergonha! 

Isto é uma vergonha! IV

Onde se fundamenta parte deste desastre? Na politicagem barata em algo essencial e estratégico. A professora que virou secretária de Educação em Gaspar, ganhou esta condição na acomodação partidária do vencedor. Como prêmio está licenciada e em campanha à cata de votos. Ela quer ser vereadora para melhor defender os professores e a educação daqui, mesmo não tendo feito à própria lição de casa como mostra claramente o IDEB de 2019. Esse é o resultado de se transformar áreas essencialmente técnicas, sensíveis e vitais para a cidade, os cidadãos e cidadãs como Saúde, Educação e Assistência Social em escritórios políticos e ou empregos a curiosos para selar alianças partidárias com o fito de se continuar no poder, sem se importar realmente com o melhor resultado que isso vai trazer para a sociedade, ou no futuro das pessoas, normalmente, as mais vulneráveis socialmente. Apostou-se em obras físicas e que estão sob dúvidas; esqueceu-se do essencial: gente, num ambiente conturbado, numa cidade dormitório e de passagem entre centros urbanos em expansão como Blumenau, Brusque e Itajaí, fatos que obrigam à atenção social redobrada dos governantes. Acorda, Gaspar! 

 

TRAPICHE 

Denúncias ao seu alcance. O aplicativo Pardal, desenvolvido pela Justiça Eleitoral para uso gratuito em smartphones e tablets, a cada eleição, já está disponível. Você pode baixá-los nas lojas virtuais Apple Store e Google Play. Somente nas eleições de 2018, a ferramenta recebeu mais de 47 mil denúncias.  

Neste domingo todos os candidatos estarão oficialmente inscritos no Tribunal Regional Eleitoral e se saberá quem ficou pelo caminho. Será a hora de separar os homens dos meninos quando se escolhe os guerreiros para uma batalha. 

Vida de político é dura; dura de engolir. Depois ele reclama da imprensa, dos eleitores, da sorte...  

Em campanha, vai à redação dos veículos de comunicação; eleito, desaparece. Em campanha se aproxima e baba colunista; eleito, ameaça, constrange e até processa. Em campanha diz que o veículo de comunicação é vital; eleito diz que as redes sociais – nas fakes que produz - são suficientes. Em campanha diz que ele e o partido não têm dinheiro, pede chances; eleito, chantageia com verbas que são públicas e não suas. 

As redes sociais mostraram esta semana como funcionará a desigualdade da campanha política em Gaspar. Comissionada da área de comunicação acompanhava gravação de depoimento da avó do candidato a vice da coligação. No mínimo, aí há mácula ética. Ética? O que é isso no mundo político? 

Você sabe quantos engenheiros fiscais em menos de dois anos a prefeitura de Gaspar nomeou para acompanhar a obra de apenas um quilômetro do Anel de Contorno no pasto do Jacaré? Cinco. 

As obras de drenagens e reurbanização do Rua Barão do Rio Branco, no bairro Santa Terezinha, imitam a da Frei Solano no desastre de execução e sofrimento prolongado que se lança contra a população e comerciantes de lá. Incrível! 

O ex-prefeito de Gaspar por dois mandatos, Luiz Fernando Poli, ex-MDB, PFL e PDT, teve o seu Ecoesporte apreendido. Regularizou a documentação. Ainda precisou dar arrumar cinco pneus em melhor estado, dar um jeito na luz de freio, escapamento, macaco, triângulo, chave de rodas e até placa. Que coisa... 

Há candidato escondendo o seu currículo na campanha em Gaspar. E por que? Só viveu de tetas políticas até aqui. E se perder a eleição, ficará desempregado, a menos que outro político o socorra para mais um emprego comissionado. 

Tem candidato e que jura ser meu fiel leitor, mas só agora ele “descobriu” as mazelas e maravilhas de Gaspar. A campanha política faz coisas. Devia haver todos os anos. Acorda, Gaspar! 

 

Edição 1970

Comentários

Miguel José Teixeira
26/09/2020 09:23
Senhores,

Cri$tofobia desembestada

"Coaf: filho de Marcelo Crivella movimentou R$ 2 milhões" (O Globo).

E$$a gente, vive à fazer na vida pública o mesmo que faz na privada!

E nós burros-de-cargas, pagamos!
Miguel José Teixeira
26/09/2020 09:08
Senhores,

Só pra inticar:

1) "Fake person"

Penso que o grande problema do eleitor não é apenas as notícias falsas durante a campanha eleitoral. Mas sim, a "fake person" do eleito, revelada logo após a posse.

Bem que poderia existir o "desvoto". . .

2) Bingo!

O Jornalista Cláudio Humberto (abaixo) disparou mortalmente:

. . ."É o que dá a mania nacional de importar problemas raciais midiáticos de outros países.". . .

3)E a CUmunistinha Manuela Dávila, hein?

Sobras de campanha? Bom. . .CUmunistinha que se preza gosta mesmo é de uma "boquinha" no setor público.
Herculano
26/09/2020 08:26
CANDIDATOS REGISTRADOS

Neste sábado, o último dia possível para o registro das candidaturas, os cinco candidatos a prefeito e vice de Gaspar, apareciam no site do Tribunal Superior Eleitoral como inscritos, e aguardando o julgamento.

Na lista de vereadores, às 8h26min, o DEM - que corre com chapa pura - era o partido que tinha o menor número de vereadores registrados no TSE: três.

O prazo termina às 23h59mim59seg de hoje
Herculano
26/09/2020 07:35
ISTO É UMA VERGONHA

De Adolfo Salchida, do Instituto Liberal, num tuíte onde confronta duas imagens, uma com uma praia lotada e outra com uma sala de aula vazia:

Até quando? Os custos da perda de um ano de educação são elevados e incidem pesadamente sobre a população mais pobres. As aulas precisam voltar.

Volto. E em Gaspar, depois de lerem a minha coluna desta sexta-feira, os políticos do poder de plantão estão todos ouriçados e inconformados. Estão estudando uma forma de me calar ou de me punir como vem tentando a tempos. É pior que vergonha isso tudo, é um método criminoso reiterado que quer se perpetuar contra a cidade e seus cidadãos. Acorda, Gaspar!
Herculano
26/09/2020 07:26
TRIBUNAL DO IMPEACHMENT DE MOISÉS E VICE INICIA TRABALHOS, por Roberto Azevedo, no Making of

O Tribunal Especial de Julgamento do impeachment do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, e da vice-governadora, Daniela Reinehr, por crime de responsabilidade na equiparação salarial dos procuradores do Estado, iniciou manhã de sexta-feira, os trabalhos oficialmente, com a sessão de instalação do colegiado.

A sessão, que ocorre no Plenário Deputado Osni Régis, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis, marcada para as 10h, teve um pequeno atraso. Deputados e desembargadores sentaram lado a lado em posições intercaladas.

Os trabalhos serão presididos pelo desembargador Ricardo Roesler, presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Além da instalação da comissão, na reunião, foi sorteado o relator da denúncia contra Moisés e Daniela, o deputado Kennedy Nunes.

O desembargador Ricardo Roesler prevê julgamento do relatório, que deve pedir o afastamento de Moisés e Daniela, para a segunda quinzena de outubro.

O colegiado é composto pelos deputados Laercio Schuster (PSB), Luiz Fernando Vampiro (MDB), Kennedy Nunes (PSD), Maurício Eskudlark (PL) e Sargento Lima (PSL) e pelos desembargadores Claudia Lambert, Rubens Schulz, Sérgio Rizelo, Carlos Alberto Civinski e Luiz Felipe Schuch.

NOTAS RÁPIDAS:

- Advogada da vice-governadora, Ana Cristina Blasi afirma que protocolará um pedido de adiamento de prazo para a defesa se manifestar, antes de iniciada a sessão do Tribunal Especial de Julgamento do impeachment na Assembleia.

- Deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB) justifica ausência por um teste de Covid-19. O presidente do Tribunal Especial, desembargador Ricardo Roesler, abriu a sessão e disse que o julgamento deve ter "a verdadeira causa da Justiça: o bem social".

- Presença ínfima de jornalistas na Assembleia, sinal de que, para a maioria, a instalação do Tribunal Especial só mantém o roteiro para o afastamento. Os profissionais tiveram o acesso presencial liberado pelo parlamento.

- Em um dos 40 itens colocados para análise do colegiado, pelo menos um chama a atenção: deputado fazer apartes em no máximo cinco minutos. E ainda considerar que necessita ser em tom respeitoso, sem ofender o governador e a vice.

- Só deputados fizeram apartes nos primeiros 45 minutos de trabalhos do Tribunal Especial. A maior parte deles pelo deputado Kennedy Nunes (PSD). Será um exercício de paciência para os desembargadores.

- Deputado Kennedy Nunes, do PSD, um dos maiores adversários declarados do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) e da vice-governadora Daniela Reinehr é escolhido relator do Tribunal Especial de Julgamento do Impeachment. Houve comemoração, por parte de assessores e alguns deputados, durante a divulgação do resultado no Tribunal Especial de Julgamento do Impeachment.

- Desembargador Ricardo Roesler prevê julgamento do relatório, que deve pedir o afastamento de Moisés e Daniela, para a segunda quinzena de outubro.
Herculano
26/09/2020 07:19
da série: pinçado no mosaico mais um retrato da vergonha e que sinaliza uma doença grave gerada pela irresponsabilidade de gestores públicos

CRISE ADOECEU MAIS DE 80% DOS ALUNOS DA PóS DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, por Mônica Bérgamo, no jornal Folha de S. Paulo

Transtorno de ansiedade, depressão e insônia estão entre as doenças mais citadas em pesquisa

Uma pesquisa conduzida por pós-graduandos da Faculdade de Direito da USP identificou que 84,3% deles adoeceram psicologicamente nesta quarentena e que 31,8% não têm conseguido produzir.

BULA ESCOLAR
Transtorno de ansiedade, depressão e insônia estão entre as doenças mais citadas pelos 295 alunos que responderam à pesquisa. Além disso, 95,9% afirmam que tiveram prejuízos no desenvolvimento de suas pesquisas por causa da epidemia.

CABO DE GUERRA
O relatório é publicado num momento de embate entre os alunos, que pedem que as entregas de qualificações e defesas sejam prorrogadas por mais um ano, e a Comissão de Pós-Graduação da instituição, que resiste.

AVAL
"Não prorrogar os prazos promove uma cultura de adoecimento institucional", afirma a doutoranda Janaína Gomes, uma das idealizadoras da pesquisa. "A maior parte dos alunos entende que precisa de seis meses a um ano para concluir, mas os que contam com anuência do orientador são apenas 40%", segue.

ALCANCE
Fernando Facury Scaff, presidente da Comissão de Pós-Graduação, afirma que casos excepcionais contam com o apoio integral da instituição e que parte dos alunos, com entregas até então previstas para janeiro de 2021, já ganharam cinco meses de prorrogação.

SIMETRIA
Ele também cita a sobrecarga dos professores, que acumulariam os atuais orientandos com os novos ingressantes. "Temos que olhar para os alunos, sim, mas também para os professores, que estão doentes", diz Scaff.
Herculano
26/09/2020 07:12
EXCLUSIVO: 60% SABEM 'IDENTIFICAR E FILTRAR' FAKE NEWS, por Cláudio de Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Uma das grandes preocupações das autoridades para a eleição deste ano, as fake news não incomodam tanto assim a população em geral. Segundo levantamento exclusivo do Paraná Pesquisas para o site Diário do Poder, 58,8% sabe "identificar e peneirar uma notícia falsa, ou seja, uma fake news". Entre pessoas de 16 a 44 anos (56% da população), a taxa dispara para mais de 67%. Já 36,1% dos pesquisados admite não ter as ferramentas para identificar essas mentiras e 5,1% não respondeu.

LACUNA GERACIONAL

A faixa etária de pessoas com mais de 60 anos, é a única onde a maioria (53%) não sabe identificar uma fake news, contra 41,7%.

EDUCAÇÃO IMPORTA

São 72,7% dos entrevistados com ensino superior completo que disseram saber filtrar as notícias falsas. É o maior índice da pesquisa.

PESO DA EDUCAÇÃO

A maioria (49,6%) dos entrevistados com escolaridade até o ensino fundamental admitiram não saber peneirar uma fake news.

PESQUISA NACIONAL

O Paraná Pesquisas ouviu 2.008 brasileiros em 232 municípios do país, entre os dias 21 e 24 de setembro.

'TREM DA ALEGRIA' DA AGU DEVE SER INVESTIGADO

Pode custar caro para seus responsáveis a tentativa de "trem da alegria" na Advocacia Geral da União (AGU), que quase burlou a reforma administrativa do próprio governo, decretando promoções em massa de 92% do efetivo. A esperteza provocou indignação do Planalto e deve ser investigada. A reforma prevê o fim das promoções por "antiguidade", condicionando-as ao mérito. Tentaram promover todos por antiguidade, na AGU antes que a reforma seja aprovada e entre em vigor.

PRECEDENTE LIQUIDADO

Bolsonaro mandou suspender a presepada diante do risco de iniciativas igualmente oportunistas de outras corporações de servidores "de elite".

TCU JÁ IA ANULAR

O Tribunal de Contas da União (TCU) estava pronto para anular nesta sexta (25) o ato da AGU que promoveu 607 pessoas de uma vez.

REAÇÃO INTERNA

O líder do governo, Ricardo Barros (PP-RJ), foi dos primeiros a reagir: fez um projeto de decreto legislativo que anulava o trem de alegria.

OPORTUNISMO IN NATURA

Mais de 25 mil candidatos oportunistas alteraram raça e cor declaradas à Justiça Eleitoral para se beneficiar da "legislação" inventada pelo TSE e o STF sobre divisão dos bilhões do fundão eleitoral. É o que dá a mania nacional de importar problemas raciais midiáticos de outros países.

CHEGADA DISCRETA

Os repórteres chegaram cedo para acompanhar a cirurgia de Bolsonaro, mas foram surpreendidos: o presidente chegou antes, pelas 7h, e não havia esquema de segurança no acesso ao hospital Albert Einstein.

PODER, NÃO PODE

O senador Álvaro Dias (PR) destaca: já existem duas notas da consultoria legislativa do Senado que atestam a inconstitucionalidade da reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

A revelação de que o patrimônio da ex-deputada gaúcha Manuela Dávila (PCdoB) cresceu 382% em apenas dois anos mostra que já não se fazem mais comunistas com desapego a bens pessoais.

CAMINHO CONTRÁRIO

Enquanto no Brasil a estatal Correios está quebrada e inchada, e a um passo de ser vendida, na China a SF Holdings, a maior empresa do ramo no país, comprou em 2018 toda a operação chinesa da alemã DHL, a maior empresa de correios e entregas do mundo, e assumiu o negócio.

NOSSA GRANA

Os gastos definidos pelo TSE para as campanhas de prefeito e vereador de São Paulo, a mais cara do país, estão limitados a R$ 45 milhões no primeiro turno e R$52 milhões no turno. Tudo saído dos nossos bolsos.

Só COM EXAME POSITIVO

Virou notícia na CNN internacional a curiosa exigência de Fernando de Noronha (PE) de que turistas que desembarcarem na ilha sejam obrigados a terem sido infectados (e curados, claro) pelo Covid-19.

ELEIÇõES À VISTA

A partir deste sábado faltam apenas 50 dias para as eleições de novembro. Também termina hoje, dia 26, o prazo final para o registro de candidaturas, que antes da pandemia acabaria em 15 de agosto.

PERGUNTA NO EXTERIOR

Depois da Amazônia e do Pantanal, quem será culpado pelos incêndios na Bahia?
Herculano
26/09/2020 07:01
da série: está na cara de todos, menos dos políticos que tudo isto se trata de uma vergonha. E essa gente com DNA criminoso contra o futuro da sociedade, está pedindo voto para ficar e ampliar o exército de vulneráveis. Balada pode, futebol de patota pode, shoppings pode, só não pode ir a escola

GERAÇÃO ABANDONADA PELA ESCOLA SERÁ TESTEMUNHO HISTóRICO DA CRISE DO CORONAVÍRUS, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, no jornal Folha de S. Paulo

As meninas e meninos abandonados pela escola entregarão comida por aplicativo na próxima emergência sanitária

"As aulas recomeçaram porque deixamos a pele, o estômago e os olhos em cada medida que cada instituto adotou, por sua conta e risco, com dinheiro do próprio bolso e hora extra." A diretora de um colégio público de Sevilha (Espanha), que preferiu permanecer anônima, falou com orgulho - e, como tantos educadores entrevistados pelo jornal El País, proferiu saraivadas de críticas aos governos nacional e regional. Mas ela e seus colegas enfrentaram o medo para evitar o nascimento de uma Geração Covid.

O Brasil, pelo contrário, certamente terá uma Geração Covid - isto é, milhões de crianças e adolescentes que carregarão, pela vida afora, o fardo de um ano sem escola. Segundo os indícios disponíveis, quase 30% deles não voltarão jamais à sala de aula. São, em geral, estudantes do ensino médio perdidos para sempre. Muitos outros sofrerão rupturas definitivas na sua capacidade de aprendizagem.

Escolas são redes de proteção social. Na Índia, há fortes sinais de aumento de 20% nos casamentos de meninas pré-adolescentes provocado pelo longo fechamento das escolas e, ainda, de um novo salto no trabalho infantil. No Brasil sem aulas, milhares de adolescentes pobres são cooptados pelas facções criminosas ou capturados por redes de prostituição de menores. Eles não entrarão nas estatísticas fatais da epidemia.

"Nas tragédias, o protocolo da humanidade é salvar primeiro as crianças", lembrou Viviane Senna, que não teme dizer verdades inconvenientes. A reportagem do El País (21 de setembro) revela que os professores espanhóis resolveram seguir o "protocolo da humanidade". Também mostra que, com todas as diferenças, o sistema público de ensino deles partilha muitas das carências do nosso. A verdadeira distinção está em outro lugar: por aqui, o "protocolo" não é salvar as crianças, mas seguir o comando das corporações. Os médicos peritos do INSS abandonaram os idosos pobres na rua; os professores ignoram o desastre silencioso que espreita seus alunos.

A pandemia de crianças sem aula é uma ameaça social ainda maior que a representada pelo coronavírus. Na Espanha, a retomada escolar prossegue mesmo com uma segunda onda da epidemia - assim como na França. Aulas presenciais suspensas "até a vacina"? A palavra de ordem sintetiza nossa tragédia civilizatória.


Os sindicatos de professores invocam a ciência para fazer política corporativa. Mas a OMS, junto com a Unicef e a Unesco, apela aos governos pela reabertura das escolas ?"e detalha protocolos sanitários para diferentes estágios da epidemia. "A maioria das evidências de países que reabriram escolas ou nunca as fecharam sugere que as escolas não foram associadas a aumentos significativos na transmissão comunitária", escreve a OMS. Mas, como crianças não votam, nossos políticos preferem ignorar o apelo, imolando os direitos delas no sagrado altar da eleição.

Bruno Covas exemplifica o intercâmbio indecente. Na sua valsa infinita do adiamento, ele "estuda" realizar um censo sorológico entre professores e funcionários, para saber quantos já tiveram a doença, estão imunes e podem voltar às escolas. O prefeito conhece de antemão o resultado: como os anticorpos decaem em pouco tempo, tornando-se indetectáveis por esse tipo de teste, a "ciência" oferecerá a conclusão de que não existe pessoal suficiente para reabrir a rede municipal. CQD.

Os professores espanhóis sanitizam salas de aula e traçam com setas amarelas os roteiros de circulação nos edifícios escolares. Estão na célebre "linha de frente", como médicos, enfermeiros, motoristas de ônibus e comerciários. A Geração Covid ficará como testemunho histórico da crise epidemiológica brasileira. As meninas e meninos abandonados pela escola entregarão comida por aplicativo na próxima emergência sanitária, quando o Brasil já terá esquecido o criminoso negacionismo de Bolsonaro.
Miguel José Teixeira
25/09/2020 20:59
Senhores,

Cri$tofobia em alta

O Jornal Nacional acaba de dar conta que uma figuraça do Vaticano foi pego com a mão na ma$$a.

Pelo que entendi, essa tal figuraça é a mesma que decide quem pode ser $anto. . .

Penso que os vendilhõeS de palavras bíblicas estão vencendo a batalha!
Miguel José Teixeira
25/09/2020 19:52
Senhores,

E o posto ipiranga, hein?

Após ser flagrado com produto adulterado agora só presta serviços de "office boys":

"Combina primeiro, anuncia depois", diz Barros após interromper Guedes...

Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/09/25/combina-primeiro-anuncia-depois-diz-barros-apos-interromper-guedes.htm?cmpid=
SAMAE
25/09/2020 12:40
Incrível o que virou o Samae de Gaspar,um verdadeiro caça votos para Melato, comissionados pedem voto na cara dura e dizem que o importante é elege-lo,um desrespeito total com o munícipe gasparense,não acredito que uma pessoa igual nosso prefeito religioso com se diz, compactuar com esse tipo de atitude.....
Miguel José Teixeira
25/09/2020 10:23
Senhores,

. . .
"Mas, é no Supremo, de onde a população já aprendeu nada esperar de positivo para o país, que estão, incompreensivelmente, colocadas as baterias pesadas que agem para dizimar a Lava-Jato."
. . .

"Concertación" em torno do fim da Lava-Jato, em um festim diabólico

(Visto, lido e ouvido, hoje, no Correio Braziliense)

Fosse uma espécie de "concertación" para se chegar a um acordo suprapartidário e político em benefício do Brasil, tal qual havido em países distintos como Chile em 1988; em El Salvador, em 1961 e em outros mundos afora, visando uma guinada de rumo, sem dúvida alguma a Operação Lava-Jato, mereceria, por seus efeitos revolucionários e pedagógicos, servir como bandeira de uma causa que é também defendida por grande parcela de nossa nação.

O que parecia ser um vento fresco, em quinhentos anos de história brasileira, vai, aos poucos, sendo corroído pelas beiradas, seguindo o mesmo destino de sua congênere italiana "Mani pulite" que, entre 1992 e 1996, buscou sanear a vida política naquele país, encontrando, como aqui, forte oposição dos políticos, principalmente daqueles implicados em rumorosos episódios de corrupção e outros crimes. Durante esses seis anos em que vem atuando, a Lava-Jato tem levantado pilhas de dossiês que desnudam, de forma visceral, o modus operandi praticado, há décadas, por partidos políticos, empresários, juízes e outras lideranças de destaque para, em síntese, conforme vem sendo continuamente demonstrado, saquear o erário público à exaustão.

Assim como o movimento Diretas Já, de 1983, a Lava-Jato, iniciada em 2014, conseguiu a rara proeza de unir brasileiros de muitos credos políticos em prol de um objetivo acalentado por séculos, que era pôr um fim aos privilégios e poderes que detinham a classe política e que lhes franqueava o acesso escancarado aos cofres públicos.

Nesse sentido, a Lava-Jato pode ser comparada a uma "concertación" à moda brasileira. Mas, como tudo que é bom e correto parece não ter vida longa neste país, a Lava Jato, forçada a se postar na alça de mira daqueles que investiga, vai levando chumbo grosso por todos os lados, conseguindo um tipo de unanimidade cúmplice entre os poderosos de todos os partidos e posições, que agem para pôr um ponto final nessas faxinas éticas.

Este movimento unânime do primeiro escalão político de nosso país, para assassinar a reputação da Lava-Jato e dos seus membros, é reforçado, ainda, pela atuação vergonhosa daqueles de quem mais se esperavam apoio irrestrito ao trabalho das forças-tarefas. O Ministério Público Federal, seguindo orientações do tipo inconfessáveis, age, também, na linha de frente para debelar esta Operação, a qual classifica como "lavajatismo" ou o que quer que isso signifique no jargão dessa gente.

Mas, é no Supremo, de onde a população já aprendeu nada esperar de positivo para o país, que estão, incompreensivelmente, colocadas as baterias pesadas que agem para dizimar a Lava-Jato. É essa "concertación" de réus e de outros ao seu serviço, que estão, agora, unindo as forças da contrarreforma para o restabelecimento do antigo status quo, numa unanimidade poucas vezes vistas entre esse pessoal.

Os brasileiros de bem, a essa altura, já perceberam este movimento oficial pelo restauração da impunidade geral e secular, mesmo daqueles que, em frente das câmeras e sob o olhar afiado da opinião pública, juram defendê-la. Neste movimento em prol da corrupção e a favor da volta ao passado, agrupam-se, ainda, os mais refinados e caros escritórios de advocacia do país, todos unidos e de olho nos honorários gordos, venham de onde vierem.

As quase 80 operações já realizadas até agora pela Lava-Jato, e que preenchem centenas de milhares de páginas com relatos de crimes de todo o tipo praticados pela elite política de nosso país, formam, apenas, uma pequena parte de nossa história de perfídias e ainda há muito o que ser trazido à luz.

Talvez, mais do que já sabemos ou supomos saber. Para um desses personagens de ponta nesta história, e que teve atuação exemplar nesses episódios, o desembargador João Pedro Gebran Neto do TRF-4 afirma que "se a esquerda e a direita estão reclamando, significa que a operação Lava-Jato está no caminho certo e não tem ideologia, é isenta e imparcial e não cometeu excessos e sempre esteve dentro da legalidade."
Herculano
25/09/2020 09:22
da série: Meu Deus!

MANDETTA AVISOU BOLSONARO QUE BRASIL PODERIA TER 180 MIL MORTES POR COVID-19

Conteúdo de O Antagonista. Luiz Henrique Mandetta disse a Jair Bolsonaro que o Brasil poderia ter 180 mil mortes por Covid-19.

A resposta?

"Primeiro ele negou a gravidade da Covid-19, falando que era só uma 'gripezinha'. Depois ficou com raiva do médico, ou seja, de mim. Depois partiu para o milagre, que é acreditar na cloroquina."

É o que diz o próprio Luiz Henrique Mandetta, em seu livro "Um paciente chamado Brasil: Os bastidores da luta contra o coronavírus".

Jair Bolsonaro, segundo o ex-ministro da Saúde, estava convencido de que o vírus era uma arma biológica chinesa para que a esquerda voltasse ao poder na América Latina.
Miguel José Teixeira
25/09/2020 08:18
Senhores,

"Se gritar pega ladrão". . .

"Relator de proposta da prisão em segunda instância avalia que não há articulação para aprovar o texto"

Fonte: Agência Câmara de Notícias

No entanto, para aprovar impostos alternativos. . .
Herculano
25/09/2020 05:56
da série: estaria se despedindo? Estaria fazendo o que deveria ter feito?

MOISÉS DESAFIA A CRISE, por Roberto Azevedo, no Making of

Ao inaugurar os oito quilômetros a nova rodovia que dá acesso ao Sul da Ilha de Santa Catarina e ao Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, o governador Carlos Moisés da Silva disse em discurso que aproveitadores tentam atrapalhar a sua administração sem citar explicitamente o tema impeachment, que evitou tratar com os jornalistas credenciados para a cobertura.

Moisés tem buscado focar na entrega de obras, repasses de recursos e anúncios como o pagamento, no dia 16 de outubro, de 50% da antecipação do décimo terceiro do funcionalismo estadual, uma série de ações positivas, acrescidos da excelente notícia de que nenhuma área do Estado está em situação gravíssima no enfrentamento da pandemia da Covid-19.

O lado B da rotina do governador tem sido menos agradável, embora tenha recebido o apoio de oficiais militares, que se insurgem contra o que qualificam de ato contra a democracia e a ordem pública, em referência aos fatos que ocorrerem na Assembleia, e recebido inúmeros apoios transformados em centenas de notícias divulgadas pela imprensa nacional contra seus adversários, principalmente o presidente Julio Garcia (PSD), e reproduzidas nas redes sociais insistentemente.

FATO

O problema é que boas ações não impediram que a falta de tato político e que o distanciamento da composição com outras siglas resultasse no que está aí, uma execução no Legislativo, onde o que menos interessa são os motivos, tenham eles "justa causa" ou se enquadrem em um crime de responsabilidade.

Tanto que os detratores preferem encontrar subterfúgios do que afirmar os reais motivos que os movem em direção ao impeachment, um amontoado de causas pessoais e uma raiva acumulada impressionantes, como se acabar com a carreira de Moisés e Daniela Reinehr significasse uma questão de sobrevivência para a política tradicional. Esta cruzada parece vencedora.

BANALIZAÇÃO

A onda de processos de impeachment que já está em curso no país e não poupa sequer o presidente Jair Bolsonaro, demonstra que o dispositivo legal para identificar faltas graves está banalizado.

A subjetividade do gostar ou não gostar, achar incompetente ou destilar ódio e raiva, não deveria valer como argumento legal, só que é esta a matéria-prima do que segue no Legislativo.

DISCURSO REFORÇADO

Não é a primeira vez que o secretário André Motta Ribeiro (Saúde) usa a retórica de que há mais de uma pandemia, ao se referir antes às notícias falsas (fake news) e agora aos ataques ao governador e à vice no processo que corre na Assembleia.

Servidor de carreira e executor da política de combate ao Coronavírus, Motta Ribeiro também sempre esteve no centro de cobranças destemperadas e da cobrança de parlamentares sobre o envolvimento no pagamento de R$ 33 milhões antecipados pelos 200 respiradores que jamais chegaram para as UTIs.

VIROU MEME

A declaração, tirada de contexto, do deputado Fabiano da Luz (PT), escolhido presidente da nova Comissão Especial do segundo pedido de impeachment na Assembleia, em que diz que, a cada dia, PT e PSL, da deputada Ana Caroline Campagnolo, estão cada vez se entendendo mais.

Olha, os eleitores mais furiosos de ambos os lados não vão perdoar esta declaração em que seja de "brincadeirinha".

O QUE ESPERAR

A instalação do Tribunal Especial de Julgamento ou Comissão Julgadora ou Tribunal Misto nesta sexta (25), às 10h, no Plenário Osni Régis do legislativo estadual, terá um valor específico: a escolha do relator do processo de impeachment, que terá a missão de fazer o a peça que levará ao afastamento, por até 180 dias, de Moisés e Daniela.

Se for um magistrado, que dificilmente não seguirá a tradição do Judiciário em não modificar decisões da Assembleia, a tendência é que acabe dando uma antecipação de voto quando emitir um parecer a ser entregue ao colegiado formado por parlamentares e desembargadores do Tribunal de Justiça
Herculano
25/09/2020 05:47
da série: este texto dá uma ideia de quanto desastroso o IDEB foi para os estudantes gasparenses se comparado à média nacional. E ainda tem gente arrumando argumentos e desculpas esfarrapadas para explicar algo que beira a crime do gestor público contra uma parcela vulnerável da sociedade

NARRATIVAS PARALISANTES, por Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, no jornal Folha de S. Paulo.

Ideia de tudo ou nada nunca fez sentido em aprendizagem

Na semana passada, saíram os resultados do Ideb, mostrando os avanços obtidos na educação básica. Longe de mostrar uma fotografia de 2019, os resultados educacionais registram o produto de uma longa jornada de tentativas de aperfeiçoamento do ensino oferecido nas escolas brasileiras.

Sim, demos um salto no ensino médio, mas isso resultou não só do esforço dos secretários naquele ano mas também de melhorias introduzidas antes, como adicionar um ano ao ensino fundamental, passar a enfatizar alfabetização na idade certa, criar escolas de tempo integral, avaliar a aprendizagem e buscar evitar o abandono escolar.

Mais recentemente, a aprovação da Base Nacional Comum Curricular - e sua tradução em currículos - contribuiu para uma definição clara do que os alunos devem aprender a cada etapa. Isso ajudou a aperfeiçoar os livros didáticos e a organizar o trabalho dos mestres, especialmente onde se investiu da maneira correta na formação de professores.

Os resultados são insuficientes, mas mostram que estamos na direção certa, embora num ritmo lento. Ainda temos um percurso longo a trilhar e precisamos pisar no acelerador!


Nesse contexto, tudo o que não queremos são narrativas paralisantes, como "não há o que celebrar, porque o Saeb, teste em que se baseia o Ideb, só mede português e matemática", ou "não faz sentido oferecer aprendizagem em casa, pois os jovens não contam com conectividade", ou ainda "o que é um ano de escola para uma criança ou jovem?".

O Saeb é uma avaliação respeitada internacionalmente e busca aferir a competência dos alunos para ler e interpretar textos, bem como seu raciocínio matemático, em níveis crescentes de complexidade, de acordo com a série frequentada. Ora, embora isso não avalie tudo o que o estudante aprende, é uma boa base para quase todas as disciplinas.

Celebrar avanços e buscar melhorias incrementais é muito importante para a educação. Além disso, imaginar que se alguns não têm acesso à internet nada pode ser feito para assegurar alguma aprendizagem é desconhecer o potencial de outras mídias e aceitar um imenso crescimento da desigualdade educacional causado pela Covid, sem nem ao menos tentar fazer algo a respeito. Da mesma maneira, subestimar perdas e deixar para depois pode gerar abandono escolar.

O interessante é que nenhuma dessas narrativas parece ter vingado. Houve uma celebração dos avanços, muitos professores foram para a linha de frente tentar assegurar aprendizagem em casa, usando diferentes mídias.

A ideia de tudo ou nada nunca fez sentido em aprendizagem. Por sorte, o Brasil preferiu outra abordagem.
Herculano
25/09/2020 05:42
REAÇÃO DO LÍDER DO GOVERNO ANULOU BURLA NA AGU, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O presidente Jair Bolsonaro deu ordens para que a Advocacia Geral da União (AGU) suspendesse imediatamente a promoção em massa de 607 procuradores ao tomar conhecimento de uma iniciativa do próprio Líder do Governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), que, inconformado, protocolou projeto de decreto legislativo anulando a iniciativa oportunista. A promoção em massa de 92% do efetivo da AGU foi interpretada como uma tentativa de burlar a reforma administrativa do próprio governo.

DRIBLANDO A REFORMA

A suspeita é que a AGU tentava "proteger" a corporação da reforma administrativa, que só prevê promoções por mérito.

MÉRITO SERÁ VALORIZADO

Promoções indiscriminadas, como a que o corporativismo da AGU tentou emplacar, ignorando o merecimento, logo serão coisa do passado.

PRIVILÉGIOS REVISTOS

A tentativa malandra deve gerar a revisão de privilégios na AGU como R$7 mil acrescidos aos salários a título de "honorários de sucumbência".

A UNIÃO É UMA MÃE

"Honorários de sucumbência" são uma "comissão" para o efetivo da AGU fazer o trabalho pelo qual todos já são regiamente remunerados.

SENADO SE PRESTA A PAPELÃO, INTERROGANDO CHANCELER

O Senado fez um papelão, ontem, deixando-se usar pela "bancada" do ditador Nicolás Maduro em pleno Congresso brasileiro, ignorando o apoio do País à repulsa mundial contra a tirania e desdenhando de suas atrocidades denunciadas pela ONU. Acusar o americano Mike Pompeo de "atacar nação amiga do Brasil" é de uma ignorância atroz. Venezuela não é "nação amiga", é um país subjugado pelo ditador que rompeu com o Brasil e cujos "diplomatas" são agora persona non grata em Brasília.

ACENOS AO ATRASO

As perguntas infelizes mal disfarçavam o ranço antiamericano, tão velho quanto atrasado, agarrado aos pedaços que sobram do muro de Berlim.

ELOGIO A ATROCIDADES

Senadores se prestaram a defender uma ditadura sanguinária, acusada esta semana pela ONU de perseguir, prender e assassinar opositores.

IGNORÂNCIA NA PAUTA

Na sessão da Comissão de Relações Exteriores, destacou-se a incrível paciência do chanceler Ernesto Araújo diante de tanta desinformação.

TOMARA

A política de desoneração do governo Bolsonaro, segundo o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), "é como sempre fala o Paulo Guedes: para todos e para sempre".

VANGUARDA DO ATRASO

Mais uma vez o PT joga para a plateia tentando estabelecer vínculo empregatício entre aplicativos e motoristas e motoboys. O oportunismo rastaquera já foi rechaçado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

ESPECIALISTA EM DERROTAS

Candidato a presidente três vezes derrotado, o pededista Ciro Gomes reapareceu esta semana fazendo previsões sobre a eleição. Acha que "bolsonaristas explícitos" não vão vencer este ano e o PT "tem poucas chances". A última vez que Ciro foi eleito (deputado) foi em 2006.

CRAQUE EM HONG KONG

O presidente Jair Bolsonaro nomeou o embaixador Manuel Innocencio, um dos mais admirados diplomatas do Itamaraty, para o importante cargo de cônsul-geral em Hong Kong, um dos postos mais desafiadores.

DEVAGAR, QUASE PARANDO

Senadores elogiaram as sessões semipresenciais de votação, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em campanha para mudar a Constituição e ficar no cargo, fixou: as próximas só serão daqui a 1 mês.

PROTOCOLO FAKE

Multiplicam-se os relatos de desleixo das empresas aéreas em relação ao covid. Um leitor de Campo Grande embarcou para Curitiba e avisou a família por zap: "No avião. Nada de protocolo no aeroporto. Ninguém vendo febre, nada de álcool gel, distanciamento 'fake'... um perigo".

MENTIRA SEM PUNIÇÃO

Erika Kokay (PT-DF) publicou fake news sem qualquer repreensão das redes sociais ou das "verificadoras", acostumadas a interferir apenas em outra ideologia. Alegou que Lula falaria à ONU esta semana. Fake.

CAMPO DILUÍDO

Goiânia não será diferente do restante dos municípios brasileiros, na eleição deste ano. Na Justiça Eleitoral, foram registrados para a disputa 14 candidatos. Ganha prêmio quem memorizar todos os nomes?

PENSANDO BEM...

...a nova pesquisa do Ibope, indicando o crescimento da aprovação de Bolsonaro, deve turbinar o faturamento dos psicanalistas de plantão.
Herculano
25/09/2020 05:35
FACA AMOLADA NO IMPOSTO E Nó CEGO NA ECONOMIA DE GUEDES, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Depois de semanas de reviravoltas, não há dinheiro para Bolsa Família gordo

A última de Paulo Guedes é aumentar o imposto das empresas que pagam tributos pelo Simples, noticia esta Folha. É o último ou o mais recente plano infalível do ministro para bancar um Bolsa Família encorpado. É bobagem ou é prenúncio de gambiarra fiscal que vai acabar na Justiça ou em coisa pior.

Não importa qual seja o aumento de imposto, seja lá como for feito ou que nome tenha, tal como "reoneração", a arrecadação extra não pode ser gasta em despesa nova que ultrapasse o teto de gastos.

Mas, francamente, a esta altura da birutice, discutir essas coisas talvez seja perda de tempo ingênua. Ainda assim, a maluquice tem um custo, difícil de perceber no dia a dia.

Para começar, a doideira transforma a discussão da reforma tributária em uma mixórdia. Guedes quer criar uma CPMF ou um pacote de "tributos alternativos" que inclua um imposto sobre transações. Quer agora cobrar mais das empresas do Simples. Em tese, não haveria aumento de carga tributária total porque haveria compensações, como a redução dos impostos sobre folha de pagamento das empresas e, um dinheiro bem menor, das contribuições para o Sistema S.

Mas tudo isso é especulativo, pois não há projeto e menos ainda números na ponta do lápis. Nem para o projeto de criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) o governo apresentou números que justificassem a alíquota que propôs (a CBS substituiria o PIS/Cofins).

Ou seja, o governo põe mais lenha em uma discussão que vai pegar fogo, se houver discussão de fato sobre reforma tributária, se não for tudo para o vinagre, dada a baderna criada pelo governo.

Em segundo lugar, ninguém com um mínimo de conhecimento sobre o assunto entende de onde vai sair o dinheiro para esse programa de renda básica, renda cidadã, Bolsa Família Verde Amarelo ou coisa que o valha. Jair Bolsonaro até agora vetou todas as fontes possíveis de financiamento, em tese levando em conta que existe um teto de gastos. Assim, gente de "o mercado" e especialistas em contas públicas especulam que pode vir uma gambiarra qualquer.

O que seria? Uma autorização para gastar além do teto, específica para o Bolsa Família encorpado. Talvez uma prorrogação limitada do estado de calamidade, que permitiu gastos de centenas de bilhões de reais além do teto, neste ano de 2020. Sim, é mera especulação, mas tem consequências práticas. Por causa disso, os donos do dinheiro grosso estão cobrando mais caro para emprestar ao governo deficitário, o que, por tabela, eleva as taxas de juros para a economia inteira.

O público em geral não liga para essas coisas ou nem nota. Talvez preste atenção quando vier a "facada" de Guedes. Mais gente seria afetada individualmente por aumento de impostos do que pela redução deles. A ideia de que a o alívio tributário sobre folha de salários possa, por si, criar empregos é também especulativa. Por falar nisso, o ritmo de criação de empregos foi fraquinho de julho para agosto, mostra a pesquisa do IBGE.

Em resumo: 1) a gente não sabe o que vai ser o Orçamento do ano que vem; 2) não conhece em que bases se vai discutir uma reforma tributária; 3) desconhece o que será feito do contingente aumentado de miseráveis depois do fim do auxílio emergencial; 4) ignora como o governo vai fechar as contas a partir de 2021 (porque a despesa vai bater no teto); 5) se angustia com o risco de a economia despencar no ano que vem, caso o corte de mais de meio trilhão de reais de despesa federal não seja compensado por uma retomada forte de investimento e consumo.

Quem liga?
Herculano
25/09/2020 05:30
FAMÍLIA BOLSONARO ODEIA TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA, por Josias de Souza

Num universo convencional, ninguém sai carregando dinheiro graúdo pelas ruas de uma cidade como o Rio de Janeiro. No passado remoto, havia o cheque. Hoje, existe a TED, sigla de 'Transferência Eletrônica Disponível'. Não há forma mais rápida e segura de enviar valores de uma conta bancária para outra. Entretanto, a família Bolsonaro tem aversão a essa comodidade.

Os Bolsonaro revelaram-se cultores de inusitados hábitos. Adeptos da rachadinha, eufemismo para peculato, recorrem à forma mais primitiva e sigilosa de poupança: o colchão. Compram até imóveis em dinheiro vivo. Expostos em inquéritos e nas manchetes, reagem inadequadamente. Ora silenciam, ora tocam trombone sob o imenso telhado de vidro para sustentar que são perseguidos.

Jair Bolsonaro e seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo ainda não perceberam. Mas, guardadas as devidas proporções, começam a se assemelhar a encrencados como Michel Temer, Aécio Neves e Lula. Na era do dinheiro transportado em malas, mochilas e caixas eles têm em comum a mesma aversão à TED e uma certa mania de perseguição. De resto, exibem a idêntica presunção de que lidam com um país de bobos.
Herculano
25/09/2020 05:26
MINISTRO TENTA SUPERAR ANTECESSORES EM INTOLERÂNCIA E IMPRODUTIVIDADE, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Governo Bolsonaro usa educação como palanque para sua cruzada obscurantista

Jair Bolsonaro só não fechou o Ministério da Educação até agora porque precisa dele em sua cruzada obscurantista. Por quase dois anos, o governo ignorou o ensino público, tentou sabotar o financiamento do setor e explorou a pasta como palanque para seus retrocessos.

O terceiro chefe da área se esforça para superar Ricardo Vélez e Abraham Weintraub em improdutividade e intolerância. De uma só vez, Milton Ribeiro conseguiu fazer propaganda de visões preconceituosas e fingir que não têm nada a ver com disfunções da educação brasileira.

O doutor sugeriu ao jornal O Estado de S. Paulo que o ministério não tem interesse em melhorar a tecnologia nas escolas. Para ele, a dificuldade do ensino a distância durante a pandemia é problema dos outros.

"A sociedade brasileira é desigual, e não é agora que a gente vai conseguir deixar todos iguais", afirmou. "Esse não é um problema do MEC, é um problema do Brasil."

Talvez Ribeiro estivesse mais interessado em conseguir um cargo no governo da Noruega, mas acabou ficando por aqui. Se estivesse insatisfeito, ele poderia procurar países onde ressoam alguns de seus valores, como o Iêmen ou a Mauritânia.

O ministro deu um show de discriminação e disse que a homossexualidade é uma "opção", que ele atribui ao que chamou de "famílias desajustadas". "Normalizar isso e achar que está tudo certo é uma questão de opinião", declarou, na entrevista.

Ele sabe que não se trata de uma mera "questão de opinião", mas usa a velha tática bolsonarista de esconder seus insultos atrás do argumento da liberdade de expressão. O ministro, que é pastor da igreja presbiteriana, alega que essa é apenas uma pauta conservadora, como se isso legitimasse o desaforo.

Ribeiro chegou ao governo com a chancela da ala militar e o carimbo de "moderado", após a queda do piromaníaco Abraham Weintraub. Houve quem comprasse essa imagem. A única coisa que o doutor pretende moderar é a descrição dos horrores da ditadura nos livros didáticos.
Miguel José Teixeira
24/09/2020 22:45
Senhores,

"O ex-prefeito de Gaspar por dois mandatos, Luiz Fernando Poli, ex-MDB, PFL e PDT, teve o seu Ecoesporte apreendido. Regularizou a documentação. Ainda precisou dar arrumar cinco pneus em melhor estado, dar um jeito na luz de freio, escapamento, macaco, triângulo, chave de rodas e até placa. Que coisa... " (HD acima)

Huuummm. . .será um raro caso de poliempobrecimento ilícito?
Herculano
24/09/2020 19:11
IBOPE: BRASILEIRO APROVA BOLSONARO, MAS NÃO CONFIA

Conteúdo de O Antagonista. A pesquisa Ibope/CNI traz um dado curioso. Ao mesmo tempo em que 50% dos entrevistados aprovam o jeito de Jair Bolsonaro governar, 51% não confiam no presidente.

Esse percentual chega a 62% entre os mais escolarizados e fica em 55% entre aqueles que recebem até 1 salário mínimo.

No questionário do instituto, a pergunta sobre a confiança vem logo depois da que questiona sobre a perspectiva em relação ao restante do governo ?" 36% de ótimo e bom e 30% de ruim e péssimo.
Herculano
24/09/2020 18:58
PERGUNTA DO DEMETRIUS WOLFF

Por que a cidade cheia de problemas, alunos sem aula, pessoas tendo que buscar atendimento médico em outras cidades e um candidato a vice-prefeito faz uma enquete perguntando quantos degraus possui a escadaria da Igreja Matriz de São Pedro Apóstolo? Ai é debochar da cara do povo.

Respondeu bem. Acrescentaria: porque ele é um político do ócio e os eleitores gasparenses, uns distraídos. Acorda, Gaspar!
Herculano
24/09/2020 18:53
MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL NELES

Muitos candidatos oposicionistas em Gaspar dizem que não têm a recorrer, e correm para esta coluna com documentos, fotos e outras provas.

Digo-lhes que tem.

Denunciam suposta troca de votos com o uso disfarçado da máquina da prefeitura. Empresas que são conhecidas prestadoras de serviços estariam, a título de bondade, fazendo serviço para particulares, na periferia, a qualquer hora do dia e em qualquer dia da semana, a mando de candidatos a vereadores e cabos eleitorais da situação.

Esta coluna não é o caminho adequado. Ela olha a maré. É o Ministério Público Eleitoral da Comarca o porto seguro desse tipo de indignação. É também o aplicativo Pardal do TSE. São por esses canais que se aceitarão as denúncias, se levantarão as provas e haverá, eventualmente a punição.

Como os políticos no poder dizem estar com o corpo fechado...eles atiçam e se esbaldam. Uma hora, pode dar errado o disfarce.

Está na hora da dita oposição se mexer, agir e reclamar menos da sorte. A máquina de votos da prefeitura foi feita exatamente para funcionar e tratorar todos para continuar no poder. Ela está na dela. E não esta coluna que vai detê-la, até porque não possui jurisdição e função para tal. Acorda, Gaspar!
Herculano
24/09/2020 18:45
A MAGAZINE LUIZA CONTRATA QUEM QUISER - PELO CRITÉRIO QUE QUISER, por Roberto Rachewsky, empresário da área de comércio exterior. Fundador do Instituto Estudos Empresariais (IEE), do qual foi vice-presidente (1984-85) e presidente (1986-87). Também fundou o Instituto Liberal do Rio Grande do Sul, do qual foi vice-presidente na década de 1980. Participou da diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil do Rio Grande do Sul (ADVB-RS) e da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). Atualmente, é conselheiro do IEE. no Instituto. O artigo, originalmente foi publicado pelo Instituto Liberal

A Magazine Luíza contrata quem ela quiser pelo critério que quiser. Afinal, é exatamente para isso que existem a livre iniciativa e a propriedade privada. O que devemos combater são as ações afirmativas produzidas pelo governo, independentemente de quem está sendo beneficiado e quem seria prejudicado.

Criar oportunidades através do exercício da liberdade não é a mesma coisa que usar a coerção para discriminar e dar privilégios. Uma analogia para esse caso da Magazine é aquele do dono da confeitaria que se recusou a fornecer seus produtos para um casamento gay. Ele, no exercício de sua atividade, tem todo direito de trabalhar com e para quem ele quiser.

Isso não interrompe nem contraria a minha visão de que racismo é a mais baixa forma de coletivismo. Racismo aqui, compreendido como a aversão às características congênitas de alguém, seja a cor da pele, o gênero ou a opção ou orientação sexual, como quiserem. Se a Magazine Luíza quer dar mais oportunidades aos negros, sabendo que pode retirar do recrutamento indivíduos mais capazes, isso é problema privado da empresa.

Reservar 100% das oportunidades a um grupo com determinadas características é direito de qualquer um. Os que se opõem a essa iniciativa não estão querendo que o governo baixe uma lei dizendo quantos brancos a empresa deve contratar, estão?

Se há leis que a impedem de fazê-lo, essas leis são imorais e autoritárias por violarem uma série de direitos inalienáveis, como os direitos à liberdade e à propriedade, além de outros que são seus corolários, como o de discriminação e de livre associação. Tão ou mais imorais do que essas leis são as que determinam cotas de acesso privilegiado para determinados grupos por suas características dadas, como cor da pele, gênero e opção ou orientação sexual, e não por suas ações.

A discriminação feita pela Magazine Luíza baseia-se numa visão coletivista da sociedade típica dos imbecis que agem exclusivamente de acordo com o que percebem visualmente, sem aprofundarem-se numa análise baseada no que realmente convém aos seus interesses de longo prazo, como o caráter, o talento, as habilidades no trato com as coisas que lhe serão confiadas e com as pessoas que farão parte das suas relações sociais. A empresa tem todo o direito de discriminar e segregar dando oportunidade a quem ela quiser, na mesma medida em que seus clientes podem boicotá-la e condenar seus dirigentes ao ostracismo.

O problema da Magazine Luíza não está no fato de terem privilegiado negros. Mesmo se tivessem privilegiado brancos, o critério seria o mesmo, superficial, à parte do potencial individual dos escolhidos e preteridos na busca pela discriminação e escolha mais adequada. O critério da cor da pele, do gênero ou outro qualquer que não se atenha às capacidades e ao potencial do indivíduo pelo que ele pode gerar de valor é um critério coletivista.

Governos não podem privilegiar ninguém porque estarão necessariamente violando direitos, da mesma forma que violarão direitos se quiserem proibir particulares de fazê-lo. Se você acha uma injustiça o que a Magazine fez, trate você do problema sem a interferência do governo. Se você quer justiça, tanto no caso das cotas legais quanto nesse promovido por uma empresa privada, peça ao governo para recuar e cair fora.

Quando eu escrevo sobre algo, estou me escorando sobre princípios. Isso significa que estou me baseando em valores universais atemporais, ou seja, valem para todos os casos a qualquer tempo, passado, presente ou futuro. Neste caso, escrevo claramente que um individuo ou grupo de indivíduos têm direito à livre associação, o que exige necessariamente fazer discriminação sob a orientação de algum critério que será adotado e aplicado baseado no direito à liberdade e à propriedade de quem está se associando.

Isso serve em qualquer caso, tanto para o proponente que oferece uma oportunidade, quanto para aqueles a quem a oportunidade se destina. Indivíduos têm o direito de serem racistas, ainda que isto seja, pelo menos para mim é, asqueroso, irracional e passível de rompimento de relações sociais.

O pior é que as pessoas não apenas têm esse direito, elas são racistas e muitas não escondem seus sentimentos, infelizmente. Nos Estados Unidos, até pouco mais de 50 anos atrás, em alguns estados do Sul, racismo era política de governo. Negros eram impedidos de exercerem seus direitos individuais e muitos eram caçados como bichos, tanto por organizações particulares como pela própria polícia. Na tentativa de combater o preconceito e a violação de direitos, o governo federal resolveu adotar medidas compensatórias, chamadas de ações afirmativas, que por sua vez também se basearam na violação de direitos para privilegiar um grupo específico de acordo com sua característica racial, no caso os negros, em detrimento dos brancos, como se fosse uma retaliação contra as violências praticadas em sentido contrário.

Ações afirmativas promovidas pelo governo podem ter boas intenções, mas são tudo, menos justiça e combate ao racismo, sendo apenas a sua perenização. A mesma coisa vimos na perseguição aos judeus e outras minorias ocorrida há pouco tempo na Alemanha, pouco mais de 70 anos, onde e quando preconceito, estereótipos, irracionalidade e extermínio foram transformados em lei por um governo eleito naquela que era tida como a mais culta das sociedades europeias.

A mentalidade coletivista permite que as pessoas pensem que negros são inferiores e por isso preferem se associar aos brancos. No entanto, há os que são mais exigentes, aqueles que imaginam que ser branco é necessário, mas não é suficiente. Afinal, entre os brancos há grupos de indivíduos indesejáveis, como, por exemplo, os judeus. Judeus servem de bode expiatório em diversas situações. Há os que acusam os judeus de marxistas, há os que acusam os judeus de globalistas e há também os que acusam os judeus de capitalistas. Enfim, não importa se são marxistas, globalistas ou capitalistas ?" o que é comum na visão de um racista, é que ali há antes de qualquer outra coisa um judeu.

Evoluir como ser humano é deixar para trás a mentalidade coletivista, tribal, xenófoba, racista. Uma sociedade civilizada tem como fundamento ético o individualismo e, como característica das relações sociais, a privacidade.

Individualismo e privacidade só são possíveis entre seres que reconhecem a virtude da racionalidade e conseguem usar a faculdade da razão com foco para guiar suas ações.

O ser humano é associativo e isso é prova de que somos indivíduos antes de sermos membros de uma tribo, ou de um coletivo qualquer. Como indivíduos, temos o direito de nos associarmos com quem quisermos, seja em matrimônio ou em cooperação social para a criação de valor material, intelectual ou espiritual. Não cabe ao governo legislar, nem para favorecer com privilégios, nem para desmerecer com punições quem quer discriminar.

Agora, no ambiente privado, cada um age como achar melhor desde que não viole os direitos dos outros. No caso presente, ninguém tem direito sobre a vaga oferecida pela Magazine Luíza. Ela dá a vaga para quem lhe interessar, pelo motivo que quiser. Usar sua liberdade e propriedade para se associar com quem bem entender, de acordo com o seu próprio julgamento, baseado nos critérios que quiser, é uma prerrogativa individual e ninguém tem o direito de impedir que isso seja feito.

Repito para que não reste dúvidas, eu tenho aversão ao coletivismo, e sim, considero o racismo a mais baixa forma de coletivismo. Quando alguém se pronunciar dizendo que uns são melhores que os outros por conta da cor da pele ou de outra característica herdada, que devem ter orgulho ou vergonha da sua natureza, apenas expõe a mente de um coletivista que não acredita no livre arbítrio, mas no determinismo.

Se os acionistas, a clientela ou a opinião pública não gostarem, basta reagirem privadamente, seja vendendo as ações se forem acionistas, pedindo demissão se forem funcionários, deixando de vender se forem fornecedores, deixando de comprar produtos se for um consumidor, ou xingando quem teve essa ideia infeliz se quiser mostrar a sua opinião ao público. De toda a sociedade, somente o governo não deve se manifestar nesses casos e muito menos fazer parte.
Herculano
24/09/2020 18:39
da série: o que nos envergonha e tudo pago com os nossos pesados impostos que estão faltando para o essencial na saúde, educação, assistência e obras de infraestrutura. As câmara municipais que iremos iremos recompô-las em 15 de Novembro, não ficam atrás.

ITÁLIA ELIMINOU 350 VAGAS DE SENADORES E DEPUTADOS SEM NINGUÉM PROTESTAR, por José Fonseca Filho, em Os Divergentes.

Com todas suas mazelas sociais, o Brasil é o segundo colocado no ranking dos países que mais gastam com a manutenção do Parlamento - US$ 4,4 bilhões. Só fica atrás do Congresso americano.

A Itália tem agora muito menos deputados e senadores, que não farão falta nenhuma e ninguém naquele belo país se preocupou com isso. Ao contrário, o povo deve ter ficado satisfeito, porque apenas 14 parlamentares votaram contra a redução drástica do total de parlamentares, e 553 foram favoráveis à degola das vagas, em votação no Congresso deles.

A economia de recursos pode ter sido um dos motivos da higienização, além da adequação do número de parlamentares à população. Eram 945 deputados e senadores, ficarão 600. Menos 345 vossas excelências. Se não houver economia de recursos, pelo menos os equipamentos dos ocupantes das vagas canceladas - computador, cadeiras, cotas de tudo - podem ser vendidos e o dinheiro transferido para entidades de promoção social. A mudança foi promovida pelo próprio Congresso.

O Brasil é o segundo maior parlamento do mundo, com 513 deputados e 81 senadores. Perde apenas para o dos Estados Unidos . Aqui entre nós tem muitos senadores e deputados, mas não precisava tanto. São 3 senadores por Estado, um exagero criado pelo golpe de 64 para garantir maioria ao governo no Congresso. E mantido pela Constituinte. Dois senadores bastariam para o serviço. Senadores e deputados contam com vários recessos ao ano no Brasil, para que não sejam licenciados por estafa.

No Senado tem ainda os suplentes de senadores. Esses não tem nenhuma utilidade, salvo emprestar recursos e garantir a eleição do titular, para depois assumir sua vaga, nem que seja por um mês. Com direito a mesada. Caso o titular venha a sofrer algum tipo de impedimento, como doença e outros motivos. Ou simplesmente desistir da carreira política. O certo seria, em caso de vacância , assumir a vaga o segundo candidato mais votado no Estado. Não o amiguinho do titular.

A redução do número de parlamentares promoveria também a diminuição de pessoal nos plenários. Deputado, assessor, outro assessor, jornalista, chefe de gabinete, uma zona. Mas não adianta proposta de redução porque nenhum parlamentar votará uma lei que seja contra eles próprios. Na campanha, o Pátria Amada defendeu a redução de um bom número de senadores e deputados, mas depois esqueceu a ideia. Caso aprovada a redução de parlamentares no Congresso, o dinheiro economizado poderia ser aplicado no saneamento básico de metade do país, onde as contaminações comprometem a saúde dos moradores.

Os parlamentares amam o Congresso e seus benefícios, por isso tratam de se reeleger. Afinal, lá eles tem assistência total, bela aposentadoria, apartamento de luxo e um monte de verbas auxiliares. O Brasil gasta com a manutenção anual do Congresso US $ 4,4 bilhões de dólares , ultrapassado apenas pelos Estados Unidos que aplicam, no mesmo período e também com as despesas mensais de deputado e senador, US $ 5,1 bilhões, segundo dados da União Interparlamentar (UIP), órgão ligado à ONU .

O custo elevado de manutenção é problema em vários países, mas poucos aceitam medidas que visem a redução do número de deputados e senadores. Inexiste pesquisa de opinião pública no Brasil que possa indicar a preferência da sociedade. Estudiosos indicam que dificilmente a redução do número de parlamentares seria rejeitada. Por isso não é colocada em votação. O próprio Legislativo não dispõe de grande aceitação popular na maioria dos países, pelo desempenho de seus integrantes e um certo desinteresse da população. A rejeição aos políticos se estende à instituição. Se o voto não fosse obrigatório no Brasil, muito mais gente deixaria de votar. E o voto deveria ser facultativo.

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