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Economia e Negócios - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Augusto Cesar Diegoli

23/07/2018

SC um Estado diferente
Com pequena extensão territorial, grande sportos, colonização europeia e uma indústria pujante, Santa Catarina é o Estado com o maior índice de recuperação da economia. Diferentes setores como o comércio, as exportações e o setor construtivo puxam o carro econômico e garantem o melhor posicionamento diante de toda a Federação. Do registro de aumento no número de vagas à redução do ICMS para o setor intermediário que garante mais circulação de mercadorias internamente diferentes, argumentos pontuam este cenário. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo apontam que Santa Catarina foi o único Estado brasileiro em que o número de abertura de estabelecimentos comerciais superou o de fechamento em 2017. No cenário geral de vagas, o Estado novamente aparece com destaque Santa Catarina também teve duas cidades na lista das que mais abriram vagas de empego em 2017, com Joinville à frente de todas as outras no Brasil.
 
Mediação
A vida moderna oferece inúmeras oportunidades. E com elas, sempre surgem conflitos, de toda natureza. Um acordo, um contrato, uma sociedade, uma questão de família, uma briga de condomínios, uma disputa interna na empresa. Conflitos acontecem toda hora, para qualquer um. A forma como você lida com esse conflito é que pode fazer muita diferença. A solução pode ser lenta, cara, estressante e desgastante. Questões judiciais arrastam-se por muitos anos. Pendências destroem amizades, rompem sociedades, separam grupos, ferem famílias. A Mediação e a Arbitragem são meios atuais, pacíficos, eficientes e rápidos de resolver conflitos.
 
Aeroporto bate recorde
O Aeroporto de Navegantes terminou o semestre com recorde histórico de 925 mil passageiros, 32% a mais do que entre janeiro e junho do ano passado. O crescimento expressivo elevou a expectativa para o resultado deste ano. Se o ritmo de movimentação persistir, a Infraero espera fechar 2018 com 1,8 milhão de passageiros, 200 mil a mais do que em 2017. O crescimento aumenta o interesse na operação. Pelo menos duas novas rotas estão em negociação para Navegantes e poderão ser divulgadas ainda neste ano.
 
Empregos no país
O Brasil encerrou o mês de junho com o fechamento de 661 vagas. No acumulado do 1º semestre, o saldo é positivo com 392.461 empregos gerados. Em Santa Catarina os números também foram negativos: 4.020 empregos fechados. A grande maioria dos municípios tiveram mais demissões do que admissões. Os municípios de SC que mais geraram empregos formais no semestre foram Joinville (+4.994), Blumenau (+3.836), Chapecó (+2.407), Jaraguá do Sul (+2.294) e Brusque (+2.089). os piores desempenhos no semestre estão com Balneário Camboriú (-1.714) e Florianópolis (-1.678). As informações são Caged/SC.
 
Economia atropelada (1)
Com a divulgação de alguns números de maio e junho, já dá para ter uma ideia dos impactos da paralisação dos caminhoneiros na economia do país. Eles não são pequenos. Os problemas mais evidentes vieram da bagunça nos transportes, que atrapalhou as empresas. De abril para maio, a produção da indústria desabou> a queda de 10,9% foi a maior desde dezembro de 2008. A fabricação de automóveis, por exemplo, recuou 25,9%. As vendas, 7,8%. Em junho, o movimento continuou fraco. Como resultado, as previsões para o crescimento da economia neste ano, que já andavam em baixa, caíram mais. Até o Banco Central já cortou a sua, de 2,6% para 1,6%. No mercado já há quem fale em menos de 1%. É uma mixaria, ainda mais para um país que está saindo de uma crise profunda.
 
Economia atrapalhada (2)
A inflação também se alterou. So a cesta básica subiu quase 8% em 30 dias. O IPCA-15 de junho ficou em 1,11%, maior taxa para o mês desde 1995. Mesmo graves, esses efeitos deveriam ser passageiros, mas a paralisação acabou agravando temores que já afligiam empresários e consumidores. Um deles é a incerteza eleitoral. Ninguém consegue prever o resultado da disputa presidencial neste ano, e o apoio da população aos caminhoneiros mostrou como os brasileiros estão insatisfeitos com o governo e os políticos. Nesse cenário, a recuperação da economia fica ainda mais difícil e não resta muito a fazer para melhorar a situação. Os presidenciáveis podem ajudar se apresentarem propostas claras e viáveis na campanha.
 
Menos plástico (1)
Em Brusque, os vereadores apreciam na Câmara Municipal um projeto de lei que obriga restaurantes, bares, lanchonetes e similares a oferecerem apenas canudinhos de papel biodegradável e/ou reciclável. O texto prevê um prazo de adequação de seis meses se o projeto for aprovado. As penalidades em caso de descumprimento serão fixadas pelo Executivo. A proposta tramita nas comissões internas da Câmara.
 
Menos plástico (2)
Em nível nacional, iniciativas surgem mesmo sem lei tornando obrigatória a substituição. A rede Bob’s, por exemplo, iniciou neste mês a troca dos canudos de plástico pelos biodegradáveis. Em Blumenau, reportagem do JSC já mostrou a tendência ganhando corpo na cidade. Ao que tudo indica, tendência irreversível. Para o nosso bem.
 
Restrições no nome
Cerca de 42% da população adulta do país está inadimplente. É o que estimam o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). No primeiro semestre, 63,6 milhões de consumidores tinham ao menos uma conta em atraso.
 
Sem retorno
Outra pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRC-SC) concluiu que os contribuintes do Estado proporcionaram uma arrecadação total em 2017 de R$ 32 bilhões. Gravíssimo: com retorno em obras e serviços federais de apenas R$ 9 bilhões. O governo central deve R$ 24 bilhões só de 2017. E ainda há corte de verbas em 2018.
 
Perdidos no cartão de crédito (1)
O cartão de crédito é um instrumento precioso para o consumidor. Além de prático e fácil de usar, ele permite planejar melhor as compras maiores e as datas de pagamento. Mas o cartão também é um perigo para quem não consegue controlar suas despesas. E isso pode ser mais comum do que parece. Uma pesquisa do SPC Brasil com a confederação dos lojistas mostrou que três de cada dez brasileiros que usaram esse meio de pagamento não sabiam quanto gastaram. Quando alguém perde as contas do que anda comprando, o resultado mais comum é ficar endividado. Uma hora chega a fatura e não há grana para a quitação. Daí em diante, esse consumidor precisa arcar com juros que estão entre os mais altos do mercado. E nem é preciso lembrar que as taxas brasileiras estão entre as maiores do mundo.
 
Perdidos no cartão de crédito (2)
Com a economia mal das pernas e a renda da população em baixa, fica mais comum o emprego do cartão para gastos do cotidiano. Na pesquisa, 63% disseram que usam o instrumento nos supermercados e 47% para compras de remédios. Isso quer dizer, que em muitos casos, os brasileiros estão dando um jeito de esticar o salário. É um recurso que pode funcionar às vezes, mas não deve virar hábito. Assim como é essencial viver dentro das possibilidades financeiras, é importante fazer o cálculo de quanto se recebe e se gasta todo mês, em dinheiro e outros meios. Não se deve deixar as dívidas crescerem no cartão e no cheque especial. Os sacrifícios, depois, serão maiores que os benefícios de agora.
 
Turnê têxtil
Atlântica, Bella Janela, Bouton, Buddemeyer, Fibrasca, Hedrons e Lepper são as empresas que participam da 10ª edição da Turnê do Mercado Têxtil em Santa Catarina, que ocorre entre os dias 23 e 27 deste mês. Durante esses dias, representantes de lojas e redes varejistas conhecem, dentro dessas empresas, as novidades do mercado têxtil catarinense.
 
A força das pequenas
O número de micro e pequenas empresas de Santa Catarina saltou de 41 mil em 2010, para 49 mil em 2016, mostra pesquisa da Federação das Indústrias de SC (Fiesc). Ainda conforme o levantamento, as MPEs tiveram um saldo, na indústria, de 10 mil vagas de emprego em 2017, com alta de 3,4% nas exportações.
 
Terceira mais cara do Brasil
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina é a terceira mais cara do Brasil, segundo estudo inédito que avalia as despesas totais em 2017, a população e o gasto médio por deputado. A conclusão é da pesquisa “Contabilizando para o Cidadão”, realizada pelo CRC-SC. No item médio de despesas por deputado, Minas Gerais aparece em primeiro lugar, com R$ 17,5 milhões ao ano, seguido do Distrito Federal, com R$ 16,9 milhões. Santa Catarina está em terceiro com R$ 15,9 milhões. Acre é a Assembleia mais econômica, com gasto médio por deputado de R$ 5,9 milhões.
 
Obrigações dos municípios (1)
A Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) divulgou na última semana, nota extensa na qual manifesta preocupação com o excesso de obrigações que os legisladores tem colocado nas costas dos municípios, os quais já têm, na sua avaliação, obrigações demais e recursos de menos. Sobraram críticas para o Congresso Nacional e também para o governo do Estado. Anunciou-se estimativas de déficit bilionário em SC e cria-se em âmbito estadual, quase mil novos cargos públicos.
 
Obrigações dos municípios (2)
Na contramão da lógica e responsabilidade, o Congresso Nacional fixa regras que se consumadas, permitirão a criação de 300 novos municípios brasileiros, critica a entidade, na nota. A Fecam também se manifesta contrária à aprovação, pela Câmara dos Deputados, de lei que fixou o piso salarial dos agentes comunitários de saúde, impondo aos municípios brasileiros obrigação complementar estimada em R$ 2 bilhões.
 
Obrigações dos municípios (3)
Essa mecânica de descontrole dos gastos públicos por meio da criação de novos cargos públicos, aumento de pisos salariais, possibilidade da criação de mais municípios e diferentes auxílios e benefícios (moradia, carros, dentre outros), são alguns exemplos de recursos aplicados sem a responsabilidade e o cuidado exigido no cenário atual, defende a Fecam, cuja nota é assinada pelo seu presidente, o prefeito de Itajaí.
 
Cidadania financeira
A vida financeira é um dos aspectos da vida das pessoas que interfere diretamente em vários outros. Finanças desorganizadas e falta de conhecimento a esse respeito causam impactos negativos em diversas frentes do nosso convívio. Só quem tem informação, educação e controle sobre a vida financeira tem o poder de tomar decisões que garantam segurança, estabilidade e oportunidade para a família e a comunidade. O Brasil ainda precisa avançar, e muito, quando o assunto é dinheiro. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que 80% da população ainda não sabe gerir os próprios recursos. Esses dados alertam para a importância de se investir em ações para que o cidadão tenha mais consciência sobre a renda e como torná-la uma aliada e não uma inimiga.
 
O peso da inadimplência
A inadimplência, drama que atinge hoje uma parcela crescente dos brasileiros, é um dos sintomas mais perversos da recessão, pois dificulta ainda mais as perspectivas de retomada do setor produtivo. Famílias altamente endividadas ficam presas a um círculo vicioso, sem acesso ao crédito e, portanto, ao consumo que poderia reaquecer a economia. Inadimplência em alta como a registrada pela Serasa Experian é uma triste companheira do desemprego.
 
Área de risco
A maior tragédia climática que deixou marcas em Santa Catarina e, especialmente, no Vale do Itajaí, está completando 10 anos em novembro deste ano. O fim de 2008 mudou a história de cidades na região com a chuva forte e danos consequentes: deslizamentos de terra e cheias nos rios e ribeirões. Entre as 50 cidades dos três Estados com mais moradores de áreas de riscos, nove ficam no Vale do Itajaí: Blumenau, Gaspar, Itajaí, Brusque, Ilhota, Taió, Pomerode, Timbó e Presidente Getúlio. Somados, os municípios tinham mais de 130 mil pessoas em áreas de risco em mais de 40 mil domicílios.
 
WEG aumenta lucro
A Weg teve receita operacional líquida no primeiro semestre deste ano no montante de R$ 5,6 bilhões, contra R$ 4,4 bilhões em igual período do ano passado. Teve lucro líquido no semestre de R$ 621,6 milhões, contra R$ 529,8 milhões em 30 de junho de 2017.
 
Nome de terceiros
Quase metade dos brasileiros (44%) já usou nome de terceiros para fazer compras a prazo no comércio. O dado é da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Sinal inequívoco de que o socorro financeiro vem de parentes e amigos quando se perde o crédito e o nome fica sujo na praça. O comportamento popular embute dois riscos: o de criar dívidas extras e artificiais de quem não vai usufruir do bem ou serviço adquirido; e o de se perder o amigo inadimplente.
 
Irresponsabilidade
Tem deputado federal de SC apoiando projeto de lei complementar, que está para ser votado, que autoriza a criação de novos municípios no país, elevando o total acima dos atuais 5.570. As novas administrações viriam acompanhadas de secretarias, cargos administrativos e de câmaras municipais, com custo de dezenas de bilhões. Atualmente, mais de 70% das prefeituras não se sustentam sozinhas e dependem em mais de 80% de verbas que vêm de fontes externas à sua arrecadação.
 
Plano de saúde
O reajuste dos planos de saúde individuais e familiares é calculado com base em uma metodologia falha, segundo documentos do Ministério da Fazenda. As críticas estão em notas desde 2014, mas são mais fortes neste ano. Parecer de junho diz que há erros conceituais na conta, que permite às operadoras repassarem aos clientes custos das falhas de eficiência do setor. O reajuste de que trata o documento é o definido pela ANS em 10% neste ano para convênios individuais e familiares, o que atinge otio milhões de usuários. A ANS informa que elabora nova fórmula de cálculo.
 
Negócios internacionais
Cinquenta empresários de indústrias metalúrgicas e mecânicas de Blumenau e região estiveram no Paraguai. No país vizinho, participaram de uma rodada de negócios na capital Assunção, de olho em novas oportunidades comerciais.
 
GM faz teste em Itajaí
O Porto de Itajaí fez na última semana operação-teste de desembarque da General Motors com mil carros trazidos do Porto de Zarate (Argentina) pelo navio European Highway, de bandeira do Panamá. Está prevista outra operação-teste ainda neste mês de julho, descarregando mais mil unidades no Porto de Itajaí, com a possibilidade de serem quinzenais e previsão de até 2.500 veículos por navio. Para estas operações, os veículos são das marcas Equinox, Camaro e Tracker (SUV), que serão embarcados pelo México e transportados diretamente até o Porto de Itajaí.
 
Duque quer nova chance
A Duque pediu 60 dias para apresentação do novo plano de recuperação judicial para tentar escapar da falência. A empresa deverá entregar o novo documento no prazo máximo de 30 dias, improrrogáveis, sob pena de decretação da falência. O processo tramita na 6ª Vara Cível de Joinville. A empresa entrou em declínio em 2013, ficou sem mercado, atrasou salários, deixou de pagar fornecedores e outros credores. Nos anos seguintes, a situação econômico-financeira se agravou. Pediu recuperação judicial, mas sequer fez o pagamento de dívidas com as quais havia se comprometido no próprio plano de recuperação apresentado e aprovado pelos credores e que tinha sido homologado pela Justiça. Com atividades paralisadas, as dívidas aumentaram.
 
E-Commerce animal
A Plasvale, famosa pelos itens de utilidade doméstica feitos em plásticos, está de olho no crescimento do mercado pet. Acaba de lançar uma loja virtual com produtos para animais de estimação da linha It.dog, criada neste ano. Presente em todo o Brasil e em mais de 25 países, a empresa de Gaspar projeta crescimento de 15% em 2018.
 
Edição 1861

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